Uma start-up pensa que pode matar furacões

Uma start-up está desenvolvendo uma tecnologia que seria capaz de parar a evolução dos furacões para evitar que eles se tornem perigosos.

A OceanTherm, uma jovem empresa norueguesa, está trabalhando em um projeto para desenvolver uma solução para parar os furacões. E o mínimo que podemos dizer é que as coisas parecem estar avançando, uma vez que a empresa anunciou recentemente que encontrou uma liderança séria nessa direção. Concretamente, a OceanTherm pretende contar com “bolhas” que seriam capazes de reduzir a temperatura da superfície do mar. O objetivo é retardar o fornecimento de água quente de um furacão, o que teria o efeito de fazê-lo perder intensidade, e portanto, para neutralizá-lo.


Uma ilustração mostrando uma mulher enfrentando ventos fortes
Imagem por cromaconceptovisual do Pixabay

Este é um projeto que pode ter efeitos benéficos em regiões frequentemente confrontadas com este tipo de desastre natural.

“Matando os furacões”

Os furacões extraem sua força de águas com temperatura maior ou igual a cerca de 26°C. Ao resfriar a água, é, portanto, teoricamente possível reduzir sua potência. A OceanTherm acaba de encontrar uma maneira de impedir esse suprimento de água quente. Segundo Olav Hollingsaeter, fundador da start-up, a água é muito mais fria nas profundezas do oceano. Para baixar a temperatura da superfície, bastaria bombeá-la para fora.

Para conseguir isso, a empresa de Hollingsaeter desenvolveu um sistema de “cortina de bolhas”. Implantá-lo requer o uso de navios que conduzem uma série de tubos perfurados no oceano. A operação é realizada no coração da tempestade para que as bolhas façam seu trabalho de forma eficaz.

A start-up também está desenvolvendo tecnologia de cortina de bolhas que será implantada em um local específico sob o oceano, onde os furacões se formam com mais frequência.

Principais preocupações ambientais

Embora o conceito da OceanTherm seja interessante, a start-up ainda não realizou um experimento real em um furacão. Para evitar que uma tempestade se tornasse tão monstruosa, a cortina de bolhas teria que cobrir uma área de vários quilômetros. Quanto ao teste, a empresa norueguesa planeja implantar seu sistema em breve no Golfo do México.

Alguns se perguntam sobre o impacto ecológico do conceito. Em princípio, quando você muda algo na natureza, isso necessariamente terá uma consequência desastrosa. Tracy Fanara, engenheira do National Oceanic and Atmospheric, pensa que os possíveis efeitos negativos de tal turbulência no ecossistema terrestre não devem ser negligenciados.

Ainda é muito difícil dizer se as bolhas do OceanTherm serão úteis. No entanto, o conceito imaginado pela start-up deve permitir eliminar alguns dos furacões que podem causar danos significativos. Vamos aguardar os testes para descobrir se o aparelho é realmente eficaz como previsto pela empresa norueguesa.

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