Um medicamento usado na Grécia Antiga poderia reduzir o risco de morte por Covid-19 em 50%

A luta contra o Covid-19 continua. Em todo o mundo, pesquisadores estão tentando encontrar várias maneiras de impedir ou retardar a propagação da doença. Nesse contexto, cientistas israelenses analisaram estudos feitos sobre o medicamento chamado colchicina e seus efeitos na Covid-19. Descobriram assim que este medicamento teria o potencial de reduzir em 50% o risco de morrer de Covid-19.

A colchicina é um remédio antigo derivado da família de plantas Colchicum, cujas propriedades eram usadas na Grécia Antiga, principalmente para tratar a gota e outros tipos de inflamação. A colchicina está entre as drogas que sobreviveram até hoje, conforme explicam pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém. Sabemos que 4 estudos controlados sobre os efeitos deste medicamento e envolvendo 6.000 pacientes com coronavírus foram publicados. Analisando os resultados, a equipe constatou que houve uma melhora significativa nos índices de Covid-19 grave. Além disso, encontraram uma redução de aproximadamente 50% na mortalidade entre os pacientes, em comparação com aqueles que não foram tratados com colchicina.


Colchicina 0,6mg
Créditos 123RF.com

Segundo os pesquisadores, essa é uma descoberta importante, pois é um medicamento barato. Basta que o paciente tome uma dose de meio miligrama por dia.

A estratégia adotada para o novo estudo

Ao contrário do que foi feito antes, o Prof. Ami Schattner e seus colegas escolheram uma estratégia diferente. Eles se concentraram em todos os pacientes tratados com colchicina em ensaios controlados nos últimos 20 anos. Eles não pararam no Covid-19.

Entre os estudos analisados, 4 giraram em torno do Covid-19 com 6.000 pacientes participantes. Cada um desses pacientes teria observado uma melhora. Segundo Schattner, a colchicina como meio de combate ao coronavírus é uma descoberta importante, pois esse medicamento não é caro e tem efeitos colaterais mínimos. Por exemplo, houve crises de diarréia em 10% dos indivíduos.

De acordo com as informações, os estudos analisados ​​pela equipe de pesquisadores israelenses foram realizados em todo o mundo, como Brasil, Canadá, Espanha e Grécia. Schattner diz que mais testes randomizados ainda são necessários para confirmar os resultados deste “estudo preliminar”.

Resultados conflitantes

Embora os resultados obtidos pelos cientistas israelenses pareçam muito promissores, ainda há dúvidas sobre o uso da colchicina se considerarmos outros estudos sobre o assunto.

Em novembro passado, uma equipe de pesquisa indiana da GMERS Medical College Gotri, localizada em Gujarat, realizou uma meta-análise de 6 estudos que testaram as habilidades da colchicina para prevenir casos graves da doença. Segundo esses pesquisadores indianos, a colchicina não reduziria o risco de morte, necessidade de assistência respiratória, internação em terapia intensiva ou tempo de internação hospitalar. Não haveria benefício em adicionar colchicina ao tratamento dado a pacientes com Covid-19.

Em março, um estudo ampliado no Reino Unido também interrompeu a busca de participantes para testar a colchicina como tratamento para o Covid-19. Esse evento ocorreu depois que os resultados de um subestudo do estudo mostraram que a droga não teve efeito nos pacientes.

Apesar desses resultados conflitantes, Schattner continua confiante e diz que os resultados encontrados são “muito promissores” e vale a pena explorar.

FONTE: Correio diário

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