Surto de sarampo nos Estados Unidos: Estado de Nova York não permitirá mais isenções de vacinas por motivos religiosos

Os legisladores do Estado de Nova York aprovaram uma lei na quinta-feira, 13 de junho, contra a não vacinação de crianças por motivos religiosos. Esta votação ocorre enquanto o estado continua sua luta contra a propagação do sarampo. O surto atual foi considerado o pior nos Estados Unidos em décadas.

Somente o estado de Nova York já tem centenas de casos confirmados desde o ano passado.

Vacina

O governador Andrew Cuomo não hesitou em assinar a nova lei poucos minutos depois de ser aprovada pelos legisladores. Os pais que são contra a vacinação, portanto, não poderão mais invocar razões não médicas, como as baseadas na religião, para não vacinar seus filhos.

A aprovação desta lei coloca o estado de Nova York entre os poucos estados que não aceitam mais isenções de vacinas por outros motivos que não médicos.

A razão por trás dessa lei

Segundo o governador Cuomo, a ciência provou que as vacinas são a melhor maneira de proteger as crianças contra a propagação do sarampo. Segundo ele, a administração já tomou medidas drásticas para conter o vírus. No entanto, a escala da epidemia requer ações adicionais.

Sobre a própria lei, Cuomo disse que respeita a liberdade de religião, mas o trabalho deles é proteger as pessoas das doenças primeiro. Para ele, essa lei impedirá futuras transmissões do vírus e, assim, possibilitará sua erradicação.

Medidas rigorosas ao nível da escola

Esta lei não é a única medida rigorosa que foi tomada para combater a propagação do sarampo. O Departamento de Saúde e Higiene Mental da cidade de Nova York (DOHMH) também anunciou na quinta-feira, 13 de junho, que havia fechado duas escolas no bairro de Williamsburg, no Brooklyn. Esses estabelecimentos não teriam respeitado uma ordem de emergência relacionada à epidemia. Em um desses dois casos, a escola teria permitido que 35 alunos não vacinados frequentassem as aulas.

Desde abril, 12 escolas da cidade de Nova York foram fechadas por autoridades por violar os regulamentos estabelecidos em relação ao surto de sarampo. O comissário de saúde Oxiris Barbot disse que os funcionários da escola devem fazer sua parte para ajudar a impedir o avanço do vírus.

Desde setembro passado, 558 casos de sarampo foram confirmados apenas na cidade de Nova York. A evolução da propagação da doença nas próximas semanas nos dirá se a aplicação da nova lei realmente deu frutos.

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