Spitzer da NASA descobre que galáxias antigas são mais brilhantes do que o esperado

O Telescópio Espacial Spitzer da NASA revelou que algumas das primeiras galáxias do universo são mais brilhantes que o esperado. Diz-se que a luz extra é um subproduto das galáxias que liberam quantidades incrivelmente altas de radiação ionizante. A NASA diz que a descoberta lança luz sobre a causa da Época da Reionização descrita como um grande evento cósmico que transformou o universo de opaco para o lugar brilhante e cheio de estrelas que conhecemos hoje.

O novo estudo da NASA é um relatório sobre as observações de algumas das primeiras galáxias a se formar no universo, menos de um bilhão de anos após o big bang. Isso significa pouco mais de 13 bilhões de anos atrás. Os pesquisadores descobriram que em alguns comprimentos de onda específicos da luz infravermelha as galáxias são consideravelmente mais brilhantes do que os cientistas previram.

Este é o primeiro estudo a confirmar esse fenômeno em uma ampla amostragem de galáxias do período. Isso mostra que as galáxias mais brilhantes que o esperado não são casos especiais de brilho excessivo, mas mesmo as galáxias médias presentes na época eram muito mais brilhantes nesses comprimentos de onda do que as outras galáxias que vemos hoje.

Evidências sugerem que entre 100 milhões e 200 milhões de anos após o big bang, o universo estava cheio de gás hidrogênio neutro, que só poderia ter começado a se fundir em estrelas que começaram a formar as primeiras galáxias. Dentro de um bilhão de anos, o universo estava cheio de estrelas. A equipe diz que os elétrons do atual gás hidrogênio foram removidos em um processo conhecido como ionização.

Os cientistas dizem que comprimentos de onda mais curtos da luz, como raios ultravioleta, raios X e gama, foram impedidos de atravessar o universo colidindo com hidrogênio neutro que retira o hidrogênio de seus elétrons ionizando o gás. A questão é o que poderia ter produzido radiação ionizante suficiente para afetar todo o hidrogênio no universo. É isso que os cientistas querem descobrir.

Eles observam que o telescópio espacial Spitzer com um espelho não maior que um Hula-Hoop não era capaz de ver galáxias tão perto do início dos tempos. Os cientistas esperam ansiosamente pelo lançamento do Telescópio Espacial James Webb em 2021, pois ele possui um espelho muito maior e fornecerá mais detalhes para estudos futuros.

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