SpaceX revela o que causou a explosão do Crew Dragon

SpaceX revela o que causou a explosão do Crew Dragon

No final de abril, o SpaceX Crew Dragon sofreu uma ‘anomalia’ durante um teste de motor do Crew Dragon em Cape Canaveral, resultando em fumaça e especulação. A empresa logo confirmou que a explosão havia destruído o Crew Dragon e agora está de volta com mais informações sobre o que deu errado. Um componente vazando, de acordo com a empresa, provavelmente desencadeou uma série de problemas que levaram à explosão.

Leia: SpaceX: Crew Dragon foi destruído em abril explosão teste

O teste do motor ocorreu em 20 de abril, durante o qual a SpaceX estava testando o veículo de teste de Abortamento em Voo do Crew Dragon em sua Zona de Aterragem 1. A ‘anomalia’ ocorreu durante um teste da propulsão biopropulsora de alta pressão do Crew Dragon oito propulsores SuperDraco do sistema.

Foi durante o teste final que as autoridades acreditam que o problema ocorreu cerca de 100ms antes dos oito propulsores serem acionados. Um oxidante líquido chamado tetróxido de nitrogênio (NTO) conseguiu entrar nos tubos de hélio de alta pressão devido a um componente que vazava.

Uma lesma NTO acabou sendo perfurada através de uma válvula de retenção de hélio em alta velocidade, causando a falha estrutural da válvula de titânio. Dado o ambiente NTO de alta pressão, a SpaceX diz que a válvula de retenção se acendeu, resultando em uma explosão. “Vale a pena notar que a reação entre titânio e NTO a alta pressão não era esperada”, disse a SpaceX em um post no blog.

A empresa de espaço privado detalhou como evitará que esse problema específico aconteça no futuro:

A SpaceX já iniciou várias ações, como eliminar qualquer caminho de fluxo no sistema de escape de lançamento para que o propulsor líquido entre no sistema de pressurização gasosa. Em vez de válvulas de retenção, que normalmente permitem que o líquido flua em apenas uma direção, os discos de ruptura, que vedam completamente até serem abertos por alta pressão, mitigam completamente o risco. Testes e análises aprofundados dessas mitigações já começaram em estreita coordenação com a NASA e serão concluídos com bastante antecedência de futuros voos.

A investigação foi conduzida por uma equipe de investigação de acidentes composta por funcionários da NASA, NTSB e FAA, entre outros.

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