SpaceX lançou uma nova frota de satélites StarLink

Na segunda-feira, 6 de janeiro, a SpaceX lançou um terceiro lote de 60 minissatélites em órbita. Essas pequenas espaçonaves fazem parte da futura constelação gigante da empresa, chamada StarLink, que será composta por milhares de dispositivos que formarão um sistema global de Internet de banda larga.

Os 60 satélites se separaram com sucesso de seu veículo de lançamento Falcon 9 sobre o oceano entre a Austrália e a Antártida, uma hora após o lançamento de Cabo Canaveral, na Flórida. A implantação dos satélites foi transmitida usando uma câmera a bordo do foguete, permitindo que os espectadores testemunhassem a espaçonave sendo colocada em órbita.

Assim, atualmente, pouco menos de 180 elementos StarLink estão em órbita ao redor da Terra. Em última análise, o objetivo da empresa é ter um total de 42.000 satélites. No entanto, esse número bastante alto não agrada a todos, especialmente os astrônomos.

O objetivo da SpaceX

Em relação à implantação da rede StarLink, o objetivo da SpaceX é controlar grande parte do futuro mercado da Internet a partir do espaço. Nesta área, a empresa tem alguns rivais que também têm a mesma ambição. Há, por exemplo, a startup OneWeb com sede em Londres e a gigante da distribuição Amazon com seu projeto Kuiper.

Elon Musk, CEO da SpaceX, espera eventualmente controlar de 3 a 5% do mercado global de Internet. Isso representa uma fatia estimada em 30 bilhões de dólares por ano, dez vezes o valor arrecadado pela SpaceX com seus lançamentos.

Pelo que sabemos, Musk pretende então usar esse dinheiro para o desenvolvimento de lançadores e naves espaciais, sendo seu sonho ver um dia a raça humana colonizar o planeta Marte.

Rosnados de astrônomos

Até agora, a SpaceX recebeu aprovação para enviar 12.000 elementos em órbita, e a empresa solicitou permissão para lançar mais 30.000. Em relação aos satélites, um total de 42.000 elementos pode ser considerado muito alto, já que atualmente existem apenas cerca de 2.100 satélites ativos orbitando a Terra. Diante dessa situação, os astrônomos estão soando o alarme. Estes últimos estão particularmente preocupados que a proliferação desse tipo de espaçonave possa prejudicar a observação do céu noturno, interferindo ao mesmo tempo na astronomia óptica e na radioastronomia.

Por sua vez, a SpaceX disse que tomou as medidas necessárias para reduzir a refletividade dos dispositivos e atualmente está testando um tratamento experimental de escurecimento em uma das espaçonaves. Segundo Laura Forczyk, analista especializada na área espacial, a eficácia dessas medidas ainda é incerta.

De qualquer forma, a máquina está em execução e a SpaceX certamente não pretende parar na implantação de sua constelação. Veremos em breve se as medidas tomadas pela empresa serão suficientes para tranquilizar os astrônomos.

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