Solidão reconstitui como o cérebro humano percebe a amizade

Solidão reconstitui como o cérebro humano percebe a amizade

A solidão muda a maneira como o cérebro humano percebe os relacionamentos, de acordo com um novo estudo, demonstrando uma resposta neural ‘mais solitária’ a diferentes tipos de relacionamentos em comparação com a de pessoas que não são solitárias. Os resultados foram baseados em exames cerebrais de ressonância magnética que focavam na atividade no córtex pré-frontal medial (mPFC), onde um ‘mapa’ pessoal da rede social é armazenado.

O estudo vem da Society for Neuroscience, que descobriu que a solidão muda a maneira como o cérebro responde aos pensamentos de si mesmo, celebridades, amigos e pessoas que são apenas conhecidas. Nas pessoas que não sofrem de solidão, as ressonâncias magnéticas mostram que quanto mais alguém está próximo de outra pessoa, mais sua atividade cerebral se assemelha à percepção do eu.

Em pessoas não solitárias, a atividade cerebral era diferente para cada categoria de relacionamento, enquanto era mais semelhante em pessoas que sofrem de solidão. O estudo constatou que, em participantes solitários, a atividade cerebral exibida enquanto pensava em si mesmo estava mais distante da atividade exibida ao pensar em outros em várias categorias.

Essa diferença faz com que as pessoas mais solitárias percebam uma lacuna maior entre elas e outras pessoas, incluindo aquelas que consideram amigas, aproximando-as do mesmo nível de conhecidos e celebridades. A atividade reflete essa percepção, destacando as profundas mudanças que a solidão pode ter no próprio cérebro.

Este estudo se junta a outro da Universidade de Bristol, que descobriu que a solidão dificulta o abandono do hábito. O estudo apontou a solidão prolongada como a causa do fumo excessivo, e não o contrário, destacando um dos problemas de saúde que podem surgir como conseqüência do isolamento social.

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