Rússia construirá nova base no Ártico para testar tecnologias de ponta

De acordo com as últimas informações, a Rússia planeja estabelecer uma base ecológica livre de carbono no Ártico. A instalação será chamada de “Snowflake” e será usada para testar o uso de fontes autônomas de energia renovável no combate às mudanças climáticas.

A nova base será construída em uma área chamada Land of Hope, localizada entre a ponta norte da cordilheira dos Urais e a base da Península de Yamal. O MIPT ou Instituto de Física e Tecnologia de Moscou será responsável pelo projeto, mas também contará com a participação de muitos parceiros russos e internacionais.

Os funcionários do projeto esperam que até 2022 o módulo central abobadado seja construído. O custo inicial de construção seria de 12 milhões de euros.

Por que uma nova base?

De acordo com Yury Vasiliev, diretor executivo do MIPT Institute of Arctic Technologies, os efeitos das mudanças climáticas estão sendo cada vez mais sentidos. O objetivo é, assim, ser mais rápido aproveitando ao máximo os esforços implementados na Snowflake. Ele acrescentou que a futura estação desempenhará um papel como um experimento em larga escala, mostrando que é possível atingir zero emissões de carbono enquanto alimenta uma grande instalação sem queimar nenhum combustível fóssil.

O MIPT disse que o Snowflake será completamente autossuficiente e terá sua própria rede elétrica alimentada por fontes renováveis, como turbinas eólicas ou motores a hidrogênio. O banco de dados também estará aberto a pesquisadores que trabalham em várias áreas, incluindo agricultura, biotecnologia, telecomunicações ou até inteligência artificial. O objetivo principal é reunir especialistas interdisciplinares para desenvolver tecnologias que darão suporte às comunidades que vivem no Ártico.

Os desafios do projeto

De acordo com Vasiliev, as tecnologias que serão utilizadas no nível de base são muito caras, pois raramente são utilizadas tecnologias com certo nível de complexidade. Por outro lado, é difícil para o mercado fornecer essas tecnologias enquanto desenvolve versões mais simples e flexíveis. Assim, os pesquisadores que vão trabalhar na estação querem desenvolver e demonstrar essas tecnologias em situações reais no Ártico para estimular a demanda e o investimento nos setores público e privado.

No plano internacional, há Rússia, Estados Unidos e Canadá que têm interesses no Ártico e também são grandes produtores de petróleo. Iniciativas como o Snowflake poderiam, assim, gerar soluções multilaterais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa que afetam comunidades e ecossistemas frágeis.

É sempre uma boa notícia saber que os cientistas estão trabalhando duro para encontrar uma maneira de combater o aquecimento global. No entanto, é necessário, acima de tudo, convencer o público em geral de que esse fenômeno é totalmente real e que pode causar muitos problemas para o planeta e seus habitantes.

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