Queensland Fire and Emergency Service usa tecnologia de realidade virtual para treinar novos recrutas

O Queensland Fire and Emergency Service (QFES) está usando a tecnologia de realidade virtual para reduzir o risco e o custo do treinamento de novos recrutas. O projeto, que consiste no desenvolvimento de programas de treinamento em vídeo em realidade aumentada e virtual, é realizado em colaboração com pesquisadores da Deakin University e da Queensland University of Technology.

De acordo com o inspetor do QFES, Bruce Budge, organizar o treinamento dentro de um compartimento em chamas requer entre 5.000 e 10.000 dólares australianos. Também é muito demorado, pois é imperativo seguir os protocolos de preparação pré-missão, bem como o processo de limpeza e descontaminação que vem depois.

Ao optar pela tecnologia de realidade virtual, o QFES reduz significativamente as despesas e economiza mais tempo ao mesmo tempo.

Simulações próximas da realidade

Um bom número de equipamentos tecnológicos é implantado para tornar os programas de treinamento em RV de 360 ​​graus bem-sucedidos. De acordo com Bruce Budge, os novos recrutas treinam usando grandes telas de projetor, fones de ouvido VR e dispositivos de feedback tátil, como coletes aquecidos e carretéis de mangueira.

É verdade que os incêndios virtuais não são exatamente iguais aos incêndios reais. Os iniciadores do projeto, no entanto, garantiram que as simulações fossem o mais próximo possível da realidade e não comprometessem a capacidade de aprendizagem.

Os treinamentos virtuais provam ser muito úteis

Graças ao treinamento virtual, os futuros bombeiros que não têm experiência em combate a incêndios poderão se acostumar com o grande incêndio antes mesmo de se encontrarem no terreno real. Os treinamentos virtuais visam dar aos novos recrutas uma visão geral de como os incêndios se espalham e como reagir à situação.

Na maioria das vezes, os bombeiros encontram-se em situações perigosas. Em caso de incêndio em compartimentos, por exemplo, os bombeiros ficam expostos a temperaturas de até 800 graus Celsius.

Budge explica que a vida dos bombeiros depende sobretudo das decisões que tomam enquanto trabalham num local em chamas. Os treinadores do QSFE devem, portanto, garantir que os novos recrutas sejam capazes de adotar as atitudes corretas antes de enviá-los para uma missão real.

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