Quando uma IA ajuda um espião a se conectar a fontes no LinkedIn

Um espião teria usado uma foto de perfil gerada peloIA conectar-se a membros de LinkedIn. Um evento que, segundo os especialistas, mais uma vez atesta o fato de que essa tecnologia pode ser usada para fins maliciosos.

Enquanto mais e mais fabricantes hoje em dia estão optando pela inteligência artificial para aumentar a utilidade de seus produtos, alguns estão usando para outros fins. De fato, esta tecnologia de última geração oferece uma possibilidade muito ampla de uso. Por exemplo, é possível usá-lo para criar uma foto de uma pessoa que não existe na vida real.

espião

Certamente, esta técnica pode ser muito útil, principalmente para empresas que trabalham no setor de comunicação, mas também constitui uma ameaça neste momento em que as redes sociais ocupam um lugar importante no nosso quotidiano.

E como prova, conforme indicado pelo The Verge, um indivíduo teria usado uma foto de perfil criada a partir de uma IA para enganar os membros do LinkedIn.

Um relatório alarmante da Associated Press

Especialistas em segurança de computadores já se preocupam com o uso de inteligência artificial para fins nefastos há vários anos, inclusive para divulgar informações falsas na internet, mas esta é a primeira vez que um caso tão alarmante é relatado.

Segundo a Associated Press, o espião usou a foto para criar um perfil falso, chamado Katie Jones, na rede social profissional.

O mais preocupante é que a conta estava associada a americanos de alto nível. Entre seus contatos estavam políticos, incluindo um secretário de Estado adjunto, bem como Paul Winfree, um economista que atualmente concorre a um cargo no Federal Reserve. É certo que esse tipo de espionagem é considerado menos perigoso em comparação com outras formas de rastreamento, mas é mais fácil de implementar.

Uma técnica avançada

O que torna o caso de ‘Katie Jones’ único, no entanto, de acordo com nossa fonte, é que a pessoa por trás do perfil usou um método de IA conhecido como Generative Adversarial Network (GAN) para criar a imagem falsa.

Um método cuja implementação é cada vez mais facilitada pela existência de sites que permitem a criação de rostos falsos na Internet.

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