Procedimento de ultra-som de baixo risco revoluciona o tratamento do câncer de próstata

Um novo tratamento mostra-se promissor para revolucionar o tratamento do câncer de próstata, oferecendo uma alternativa minimamente invasiva e de risco relativamente baixo às cirurgias e radioterapias tradicionais. Chamado TULSA, esse método usa ondas sonoras para eliminar o tecido doente na próstata, deixando o resto dos tecidos saudáveis ​​para trás. Segundo os pesquisadores, os pacientes tratados com esse método experimentam ‘efeitos colaterais mínimos’.

O método de ablação por ultrassom transuretral (TULSA) usa uma ressonância magnética para orientar o procedimento, que envolve a inserção de uma haste através da uretra na próstata, onde utiliza calor através de ondas sonoras para destruir os tecidos cancerígenos. Diferentemente da cirurgia normalmente usada para tratar essa condição, o TULSA é minimamente invasivo e pode ser realizado como um procedimento ambulatorial.

A tecnologia foi recentemente detalhada pela Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA), que aponta que o tratamento do câncer de próstata é particularmente complicado devido ao seu pequeno tamanho e localização delicada. Intervenções comuns podem ter efeitos colaterais graves, incluindo o potencial de incontinência urinária, impotência e problemas intestinais.

Usando ondas sonoras guiadas e controladas, os médicos são capazes de preservar os nervos próximos à próstata e eliminar os tecidos doentes usando um total de 10 elementos localizados na haste inserível. Um algoritmo de software faz parte do sistema – controla a força, a direção e a forma do feixe de ultrassom, embora os médicos assistam com cuidado usando a ressonância magnética em tempo real.

Um novo estudo envolvendo 115 homens descobriu que o tempo médio de tratamento para este procedimento é um pouco menos de uma hora. Os pesquisadores descobriram que 80% dos pacientes experimentaram a eliminação do câncer ‘clinicamente significativo’ e que 72 dos homens não apresentaram sinais de câncer após o primeiro ano. Além disso, a incontinência foi um efeito colateral muito raro do procedimento, que também teve baixos casos de impotência.

Artigos Relacionados

Back to top button