Poluição marinha, quando golfinhos na Flórida medem a extensão dos danos

A poluição é um verdadeiro flagelo que causa tanto estrago na Mãe Natureza quanto nos humanos. Recentemente, cientistas descobriram que os golfinhos-nariz-de-garrafa que vivem na Baía de Sarasota, na Flórida (EUA), foram perigosamente expostos a ftalatos.

Estes são compostos químicos que são encontrados atualmente em muitos produtos de consumo.

Entre 2016 e 2017, pesquisadores liderados por Leslie Hart, professora de saúde pública do College of Charleston, testaram amostras de urina coletadas de cerca de 20 golfinhos selvagens na Baía de Sarasota. Eles descobriram que a urina de 71% dos indivíduos continha traços de ftalatos.

A pesquisa foi publicada na GeoHealth, uma revista afiliada à American Geophysical Union.

Relatórios de estudo preocupantes

Os estudos realizados pelos pesquisadores destacam claramente os perigos da poluição marinha na vida selvagem marinha. Como explica o professor Hart, as águas marinhas estão contaminadas por produtos químicos provenientes do escoamento urbano, mas também de emissões agrícolas ou industriais. Ela acrescenta que o problema viria principalmente da poluição plástica.

Os resultados são ainda mais alarmantes, porque a exposição dos golfinhos a compostos químicos significa que outros cetáceos (baleias, orcas, etc.) que vivem na baía também estão certamente contaminados. As investigações continuam para descobrir mais sobre a natureza dos componentes presentes na água e os riscos à saúde que eles representam para a vida marinha e para os seres humanos.

Ftalatos, um perigo para a saúde

Para quem não sabe, os ftalatos referem-se a um grupo de produtos químicos que são usados ​​principalmente para amaciar plásticos, mas também para estabilizar perfumes. Eles são encontrados principalmente em plásticos, cosméticos, etc. Acontece que alguns ftalatos têm efeitos cancerígenos, mutagênicos ou reprotóxicos.

Em humanos, os ftalatos podem causar problemas hormonais e/ou metabólicos. Eles também podem ser a causa de problemas reprodutivos, como a baixa quantidade de espermatozóides no momento da ejaculação ou o desenvolvimento anormal dos órgãos genitais, por exemplo.

Quanto aos golfinhos, os pesquisadores ainda não sabem quais podem ser os efeitos nocivos dos ftalatos em sua saúde. A pesquisa continua tentando descobrir mais e sanar os problemas que os contaminantes químicos representam hoje.

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