Pesquisa sobre bactérias intestinais abre caminho para o tratamento da depressão probiótica

Pesquisa sobre bactérias intestinais abre caminho para o tratamento da depressão probiótica

Ao longo dos anos, os cientistas reforçaram o vínculo entre bactérias intestinais e saúde mental, entre outros aspectos da saúde geral, indicando que nossos perfis exclusivos de bactérias intestinais podem ter um efeito profundo em condições psiquiátricas, como a depressão. Um novo estudo do Hospital Infantil da Filadélfia contribui para esse conjunto de evidências, detalhando o resultado dos transplantes de bactérias intestinais em ratos de laboratório.

Neste último estudo, os pesquisadores detalham os resultados do transplante de bactérias intestinais de um animal que enfrenta estressores sociais para um animal que não está estressado. A equipe descobriu que as bactérias intestinais transplantadas de ratos estressados ​​para ratos sem estresse causaram uma mudança comportamental negativa neste último grupo, ressaltando a ligação entre o microbioma intestinal e a saúde mental.

Além disso, descobriu-se que as bactérias intestinais transplantadas induzem inflamação no cérebro de ratos sem estresse que receberam um transplante bacteriano de ratos estressados. A inflamação no primeiro grupo foi resultado do estresse.

Pesquisas anteriores destacam as diferenças nas bactérias intestinais de seres humanos que têm distúrbios psiquiátricos em comparação com indivíduos saudáveis. Paralelos com esses dados foram feitos com modelos animais envolvendo questões psiquiátricas. No último estudo, os pesquisadores descobriram que os ratos que eram mais vulneráveis ​​ao estresse tinham porcentagens mais altas de bactérias selecionadas, incluindo Clostridia, do que os que eram resistentes ao estresse.

As alterações das bactérias intestinais foram obtidas por meio de transplantes fecais em “ratos ingênuos”, que eram ratos que nunca haviam sido submetidos a nenhum estresse. Os ratos ingênuos que receberam transplantes de ratos vulneráveis ​​apresentaram alterações comportamentais associadas à depressão. De interesse, a equipe explicou que a ansiedade foi principalmente influenciada pelas mudanças na atividade neural desencadeadas pelo estresse, enquanto os comportamentos depressivos estavam mais fortemente ligados às bactérias intestinais.

A pesquisa ajuda a pavimentar o caminho para novos tratamentos potenciais para depressão, que podem envolver o uso de probióticos contendo cepas de bactérias benéficas específicas.

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