Pais fumantes aumentam risco de defeitos cardíacos em recém-nascidos

Pais fumantes aumentam risco de defeitos cardíacos em recém-nascidos

Um novo estudo de meta-análise descobriu que pais que fumam podem aumentar o risco de o feto desenvolver um defeito cardíaco congênito, a principal causa de natimortos. Embora as inovações nas cirurgias tenham melhorado a qualidade de vida de indivíduos com cardiopatias congênitas, a condição médica é vitalícia, ressaltando a necessidade de reduzir os fatores de risco que podem contribuir para o seu desenvolvimento.

Um amplo conjunto de pesquisas anteriores destaca os riscos que o fumo materno durante a gravidez tem no feto em desenvolvimento, mas o fumo paterno recebeu menos atenção. Um estudo recém-publicado detalha uma metanálise das evidências existentes para determinar quais efeitos, se houver, os pais fumantes podem ter sobre seus futuros filhos. Os resultados não são surpreendentes.

Descobriu-se que os pais que fumam aumentam o risco de defeitos cardíacos congênitos em seus filhos por nascer, expondo a mãe ao fumo passivo, que foi considerado mais prejudicial ao desenvolvimento de fetos do que a falta de exposição à fumaça de cigarro. Por outro lado, mulheres que fumavam antes da gravidez – mas antes de engravidar – não estavam associadas a um risco aumentado de defeitos cardíacos congênitos.

Além disso, o novo estudo descobriu que a exposição da mãe ao fumo passivo era arriscada para o feto durante todas as fases da gravidez, inclusive antes de engravidar. Segundo a American Lung Association, o fumo passivo de cigarro causa 430 mortes súbitas por síndrome de morte infantil nos EUA todos os anos.

As mulheres devem parar de fumar antes de engravidar ou quando tomarem conhecimento da gravidez, a fim de evitar defeitos congênitos e outros riscos associados ao cigarro. Além disso, o estudo destaca a necessidade de evitar o fumo passivo, cuja exposição é mais provável se o pai fumar.

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