Os aplicativos de saúde não são tão seguros quanto afirmam!

“Questões de confidencialidade e compartilhamento de dados também dizem respeito a aplicativos de saúde”. Essa é a conclusão de um relatório de pesquisadores da Universidade de Toronto e publicado quarta-feira pelo The BMJ. Aplicativos de farmácia, aplicativos de diagnóstico médico, aplicativos de condicionamento físico e calendários menstruais são alguns dos aplicativos de saúde mais populares.

O objetivo deste estudo foi determinar como os aplicativos de saúde compartilham os dados pessoais dos usuários.

Saúde conectada

Ao todo, 24 aplicativos Android foram exaustivamente testados. Eles foram escolhidos especificamente porque são altamente cotados no Canadá, Estados Unidos, Austrália e Reino Unido.

O resultado é simplesmente alarmante: 19 dos 24 aplicativos de gerenciamento de medicamentos fornecem dados a terceiros.

Compartilhamento de dados por meio de um aplicativo de saúde móvel, um mercado bastante lucrativo

Os pesquisadores destacam a existência de um círculo vicioso.

Os aplicativos de saúde compartilham dados do usuário com entidades reconhecidas, como Amazon, Facebook, Google e AT&T. Esses mesmos dados serão repassados ​​para empresas de publicidade digital e agências de relatórios de crédito ao consumidor. Um aplicativo ainda fornece dados para o Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

De acordo com a pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de Toronto, 67% desses terceiros oferecem serviços de coleta e análise de dados de usuários. Os 33% restantes se destacam, entre outras coisas, em computação em nuvem. Os aplicativos analisados ​​incluem Medscape, Ada, Lexicomp, Pill Identifier, Drug list e Medicinewise.

A informação é valiosa

“Esta informação é realmente valiosa para interesses comerciais, como empresas farmacêuticas, seguradoras ou qualquer pessoa que queira comercializar produtos que tenham alguma relevância para a saúde”, disse Quinn Grundy, professor assistente do programa de enfermagem da Universidade de Toronto.

Segundo ela, para melhor preservar a segurança do paciente, “os desenvolvedores precisam muito criar mecanismos que permitam aos usuários controlar seus dados no aplicativo. “Comece estabelecendo controles sobre como esses dados podem ser compartilhados e usados”, acrescentou.

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