O primeiro estudo de diversidade de v√≠rus oce√Ęnicos j√° encontrou quase 200.000 esp√©cies

O primeiro estudo de diversidade de v√≠rus oce√Ęnicos j√° encontrou quase 200.000 esp√©cies

Os cientistas realizaram a primeira pesquisa global da diversidade ecol√≥gica de v√≠rus no oceano durante uma expedi√ß√£o a bordo de um √ļnico veleiro chamado Tara. Durante a expedi√ß√£o, a equipe identificou cerca de 200.000 esp√©cies virais marinhas que excederam amplamente os 15.000 conhecidos de pesquisas oce√Ęnicas anteriores e os aproximadamente 2.000 genomas dispon√≠veis a partir de v√≠rus de micr√≥bios cultivados.

Os pesquisadores dizem que as descobertas t√™m implica√ß√Ķes para a compreens√£o de problemas no planeta, incluindo evolu√ß√£o e mudan√ßa clim√°tica. A equipe descobriu que as quase 200.000 esp√©cies virais marinhas foram organizadas em cinco zonas ecol√≥gicas distintas em todo o oceano, uma descoberta inesperada. Os cientistas tamb√©m observam que, apesar do paradigma de organismos maiores de que a diversidade de esp√©cies √© mais alta perto do equador e mais baixa perto dos p√≥los, um extenso n√ļmero de amostras foi encontrado no √Ārtico, tornando-se um hotspot de biodiversidade no oceano √Ārtico.

As amostras do projeto foram coletadas entre 2009 e 2013 como parte do esfor√ßo de Tara Oceans, iniciado em 2006. Uma equipe rotativa de cientistas passou algum tempo no barco coletando amostras de √°gua do oceano de diferentes profundidades em diferentes regi√Ķes geogr√°ficas. Ap√≥s a coleta, as amostras foram filtradas e enviadas de volta para cerca de uma d√ļzia de laborat√≥rios para an√°lise.

As amostras foram estudadas para vírus e outros micróbios e criaturas vivas. Organismos variando em tamanho de vírus a ovos de peixe foram filtrados para análise. Os trabalhos estão em andamento sobre alguns dos componentes microbianos encontrados nas amostras.

Os pesquisadores dizem que o quadro completo da distribui√ß√£o e abund√Ęncia virais marinhos lhes d√° uma id√©ia de quais v√≠rus eles devem se concentrar em estudos futuros. Os mapas criados com esta pesquisa tamb√©m estabelecer√£o uma linha de base para futuros esfor√ßos de coleta. Estabelecer uma linha de base para coleta futura pode ajudar a responder perguntas sobre como os n√≠veis de microrganismos mudam ao longo do tempo.

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