O grupo argelino Condor chega à França com um smartphone acessível

Se você não é da Argélia e nunca pisou neste belo país, há muito pouca chance de você já ter ouvido falar Condor. O fabricante argelino deve, no entanto, começar a fazer as pessoas falarem sobre ele muito em breve na França, pois ele chegará às nossas latitudes na companhia de um smartphone acessível comercializado a 299 euros.

Este smartphone não é outro senão um certo Allure M3, mais um clone do iPhone X, que entrará no mercado francês em junho. O objetivo da Condor é competir com a Wiko – em particular – com smartphones acessíveis; e se impor no jogos Francês até 10% de quota de mercado. Grandes objetivos, é claro, mas não o suficiente para assustar Abderrahmane Benhamadi, CEO do grupo.

Na Argélia, destronamos a Samsung em cinco anos e agora somos a número um” ele diz antes de acrescentar: “Estamos nos preparando para nossa chegada à França há dois anos. Era hora de deixar nossas fronteiras, somos um exemplo de cooperação Sul-Norte“.

“O mercado precisa de novas marcas”

Para conseguir atingir os objetivos que apresenta, a Condor terá, no entanto, de vender nada menos que 2 milhões de smartphones por ano em França. A título indicativo, a fabricante consegue distribuir anualmente 3,5 milhões de terminais em terreno próprio. Um valor que leva em conta os smartphones e tablets que a marca comercializa na Argélia.

Posicionamo-nos como alternativa e destinamo-nos a todos, consumidores dos 15 aos 70 anos” explica Fares Al Mousli, diretor de estratégia da Condor, que acredita que o mercado tem “preciso de novas marcas” e que a Condor deve “levar devagar, mas com segurança”.

Suavemente acima de tudo, como aponta Bruno Lakehal, analista do Gartner entrevistado pela Les Echos, vender 2 milhões de dispositivos em um estalar de dedos corre o risco de ser um pouco complicado para esse recém-chegado. “Se a Condor conseguir vender 700.000 smartphones, o que a Asus está fazendo na França, já seria muito” assim declarou ao mesmo tempo que admitia que existe “sempre um lugar para tomar” no mercado “adolescentes, estudantes do ensino médio que ainda não recuperaram os iPhones antigos de seus pais“.

Não há dúvida de que o critério decisivo neste caso será o da qualidade dos smartphones oferecidos pela empresa argelina. Um ponto sobre o qual infelizmente não temos perspectiva na França… pelo menos por enquanto.

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