O Facebook Live impõe regras mais rígidas à luz do tiroteio em Christchurch

A mídia social mudou significativamente a maneira como nos comunicamos e consumimos conteúdo. Às vezes, recebemos nossas notícias do Facebook e do Twitter antes de sites de notícias reais. Infelizmente, também permitiu não apenas a desinformação, mas, pior ainda, o conteúdo prejudicial. Depois de receber muito elogio pelo que é considerado complacência, o Facebook está apertando o nó dos usuários de sua plataforma de streaming ao vivo para evitar que seja usado de maneira incorreta novamente.

Atualmente, a transmissão ao vivo é toda a raiva nas mídias sociais e sua intenção original é permitir que amigos e familiares vivenciem um evento, mesmo que remotamente. Mas em março passado, a nova mídia foi usada para transmitir um crime hediondo em Christchurch, Nova Zelândia. O Facebook foi severamente criticado por ter demorado a responder à publicação do feed ao vivo e pela busca de cópias do vídeo que circulava em sua rede.

O Facebook anunciou duas medidas para resolver esses lapsos. Primeiro, será mais rigoroso com quem usar o Facebook Live. Ele estará implementando uma política de “uma greve” para que qualquer pessoa que viole alguma das políticas sérias do Facebook, como a promoção do terrorismo, seja imediatamente banida do Live por um curto período, mesmo que seja sua primeira ofensa. Esse curto período começa em 30 dias e pode até ser para sempre, dependendo de repetidas ofensas.

O tiroteio em Christchurch, no entanto, revelou outra falha no sistema do Facebook. Outros usuários do Facebook, por qualquer intenção ou sem conhecimento, republicaram vídeos das filmagens, mesmo depois que o Facebook retirou os originais. Esses vídeos foram modificados especificamente para escapar da detecção pelo sistema automatizado do Facebook.

Infelizmente, o Facebook ainda não tem uma resposta para isso, então seu segundo passo é investir US $ 7,5 milhões em parcerias de pesquisa com a Universidade de Maryland, Cornell University e a University of California, Berkeley. Essas parcerias visam desenvolver técnicas para detectar vídeos, imagens e áudio manipulados para melhorar o sistema do Facebook. Além disso, as técnicas também tentarão distinguir os adversários dos pôsteres involuntários que repassam o conteúdo sem pensar duas vezes nas consequências.

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