Nossa Via Láctea abrigaria cerca de 300 milhões de exoplanetas capazes de sustentar a vida

Cientistas do Centro de Pesquisa Ames da NASA disseram recentemente que existem quase 300 milhões de exoplanetas potencialmente habitáveis ​​em nossa galáxia.

Seriam planetas rochosos orbitando a uma distância favorável à vida em torno das estrelas, ou seja, na famosa zona habitável. Este estudo foi compartilhado em arXiv aguardando uma próxima publicação em O Diário Astronômico.

Espaço, ou melhor, a Via Láctea

Este número, no entanto, permanece aproximado e ainda não constitui uma prova sólida para afirmar que esses exoplanetas são realmente habitados. No entanto, as próximas missões de busca de vida extraterrestre ainda podem ser baseadas nele.

Dados do telescópio espacial Kepler foram novamente usados ​​para este trabalho

Como observado, Steve Bryson e seus colegas usaram dados coletados durante a primeira missão do telescópio Kepler, de 2009 a 2013, para chegar a essa nova estimativa. O objetivo era então definir o número de exoplanetas em órbita em torno de uma estrela semelhante ao Sol. As estrelas procuradas também tinham que ser rochosas como a Terra, Marte ou mesmo Vênus, e girar em torno de uma distância suficiente para permitir a existência de vida.

Kepler descobriu quase 4.034 exoplanetas que atendem a esses critérios. E cerca de 2.300 deles foram posteriormente reconhecidos.

Os cientistas então reduziram essas estimativas usando diferentes fatores usando o software Robovetter. Em particular, eles levaram em conta a variabilidade de cada estrela e se basearam no fluxo de fótons e no raio de cada planeta, o que permitiu refinar ainda mais suas estimativas.

Ainda precisamos de dados muito precisos para refinar esses resultados.

Com esses novos dados, e sabendo que existem alguns bilhões de estrelas na Via Láctea, após cálculos, os pesquisadores chegaram à conclusão de que quase metade dos sistemas estelares estudados poderiam abrigar exoplanetas potencialmente habitáveis. Isso é equivalente a 300 milhões de estrelas presente em nossa galáxia.

Michelle Kunimoto, astrônoma do MIT, argumentou que conhecer características comuns entre a Terra e outros planetas poderia ajudar a moldar futuras missões de pesquisa. Esses fatores incluem, por exemplo, a presença de água na superfície desses exoplanetas, ou mesmo seus detalhes granulares. Isso refinaria muito mais os resultados.

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