NASA quer usar robôs para criar combustível, água e oxigênio em Marte

Em 2038, uma tripulação de exploradores humanos passará dezoito meses em uma missão a Marte antes de retornar à Terra. Quando eles retornarem, o trabalho continuará, pois robôs autônomos operarão a planta química e de síntese química lá, inicialmente iniciada por humanos. Isso produzirá água, oxigênio e combustível usando recursos locais.

Esta fábrica de robôs é desenvolvida por várias equipes da NASA, como o “Laboratório de Obras do Pântano” do Centro Espacial John F. Kennedy, Flórida. Este sistema de utilização de recursos in situ foi denominado ISRU. A poeira em todos os corpos celestes, chamada regolito, será usada para projetar componentes.

Marchar

Essa tecnologia pode um dia permitir que humanos vivam e trabalhem em Marte, pois os produtos acabados precisarão ser usados ​​lá. A NASA mencionou um “problema de relação de transmissão” entre os dois planetas.

Obrigação de consumir no local

O regolito é uma rocha vulcânica que foi moída em um pó fino ou desgastada ao longo do tempo, dando a Marte sua famosa tonalidade avermelhada. Abaixo dessa camada de minerais ferrosos enferrujados há uma camada mais espessa de silicatos, como feldspatos, piroxênios e olivina. Estes consistem em estruturas de silício e oxigênio ligadas a metais como ferro, alumínio e magnésio.

A extração deste pó é difícil devido à baixa gravidade e porque sua consistência e compacidade variam de lugar para lugar. Então, os cientistas tiveram que encontrar uma maneira de cavar a superfície de Marte com equipamentos muito leves. RASSOR, ou o “Robô de Operações de Sistemas Avançados de Superfície Regolith”, será o robô que fará todo o trabalho. É um veículo de mineração autônomo projetado para cavar ou escavar regolito em condições de baixa gravidade.

Os cientistas estimam que para levar combustível de Marte para a Terra, os foguetes precisarão queimar mais de duzentos quilos de combustível em trânsito. Não importa o que enviarmos, sempre precisaremos dessa quantidade de combustível. A única maneira de contornar esse problema é produzir água, oxigênio e combustível no local.

A maioria dos equipamentos será primeiro testada e ajustada na superfície lunar, o que reduzirá o risco quando enviado a Marte.

A NASA enfrenta muitos desafios

Nos próximos anos, a NASA continuará aumentando a capacidade de protótipos e tornando o robô RASSOR mais forte e leve. O trabalho continuará para tornar este um sistema totalmente operacional em Marte.

Os engenheiros estimam que a produtividade da usina pode chegar a cerca de sete toneladas de metano líquido e vinte e duas toneladas de oxigênio líquido em dezesseis meses.

Além disso, é necessário analisar o local onde pousar e cavar, planejar as horas de trabalho e o número de escavadeiras robóticas a serem utilizadas para otimizar o rendimento. Para que as tecnologias robóticas sustentem essa missão por anos sem manutenção ou reparo, os técnicos precisarão projetá-las de acordo com especificações rígidas e avaliar as probabilidades de falha.

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