NASA pode usar balões para estudar Vênus porque é tão inóspito

Vênus é um planeta incrivelmente quente e inóspito que reivindicou a vida de várias sondas espaciais, tornando-o incrivelmente difícil de estudar. Apesar disso, a NASA espera investigar o planeta em um futuro relativamente próximo, a fim de entender melhor sua história e o que fez o ambiente do planeta mudar tão drasticamente durante sua vida. Balões podem ser a chave para esta missão.

Entre as décadas de 1960 e 1980, a União Soviética enviou um total de nove sondas para Vênus, todas perdidas cerca de duas horas após o pouso. A destruição foi devida em parte ao quão inóspito o planeta se tornou. Embora tenha tido um ambiente semelhante ao que temos hoje na Terra, hoje existe como um planeta de 900 graus com uma atmosfera 90 vezes mais densa que a da Terra, além de estar cheio de nuvens sulfúricas corrosivas.

O estudo de Vênus ajudará os pesquisadores a entender por que e como ele se transformou de um planeta semelhante à Terra em um lar de muitos vulcões, montanhas enormes e a temperatura mais quente do nosso sistema solar. Órbitas que permanecem no espaço ao redor do planeta seriam uma maneira de estudar o corpo celeste, mas teriam muitas limitações. É aí que os balões podem entrar.

O JPL da NASA detalhou a ideia na semana passada, explicando que os balões poderiam carregar instrumentos e montar o vento do planeta para coletar dados sobre o planeta quente abaixo. A informação poderia então ser entregue a um orbitador próximo ao planeta, que enviaria a informação de volta aos seres humanos na Terra. Os protótipos de aterrissagem e balão foram trabalhados, mas nada foi finalizado no momento.

A NASA pode um dia desenvolver uma ‘tecnologia quente’ que resulta em um módulo de aterrissagem capaz de operar por dias ou semanas no planeta. Usando a tecnologia atual, no entanto, os pesquisadores da JPL explicam que um lander provavelmente falharia dentro de algumas horas devido ao calor intenso. A JPL abriga a Large Venus Test Chamber, um sistema que imita as condições opressivas de Venus para testar essas novas tecnologias.

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