NASA descobre poeira cósmica sobrevivente de supernova

NASA descobre poeira cósmica sobrevivente de supernova

A poeira c√≥smica √© criada quando estrelas gigantes vermelhas morrem e seu material se dispersa em nuvens interestelares. As explos√Ķes de supernova, que s√£o consideradas algumas das for√ßas mais brilhantes e poderosas do universo, s√£o conhecidas por destruir essas part√≠culas de poeira com sua onda de explos√£o, com a teoria atual de que as regi√Ķes do espa√ßo s√£o deixadas vazias ap√≥s uma explos√£o de supernova. No entanto, o telesc√≥pio SOFIA da NASA observou o contr√°rio no caso de uma explos√£o de supernova de 1987, com 10 vezes mais poeira presente do que o esperado.

Os astr√īnomos passaram os √ļltimos 30 anos estudando a Supernova 1987A, uma explos√£o pr√≥xima descoberta pela primeira vez em 1987 e considerada uma das mais brilhantes explos√Ķes em 400 anos. Com a expectativa de que a regi√£o fique praticamente – se n√£o completamente – livre de poeira c√≥smica, os cientistas ficaram surpresos ao descobrir o material em abund√Ęncia, sugerindo que a poeira possa ser formada na sequ√™ncia da onda de uma supernova.

Esta pesquisa pode levar a respostas sobre por que existe tanta poeira c√≥smica em nossa gal√°xia. Antes da explos√£o, a Supernova 1987A tinha um conjunto de an√©is distintos, com poeira que se acredita ter sido destru√≠da ap√≥s a explos√£o. Mas as recentes observa√ß√Ķes da SOFIA revelam que a poeira est√° crescendo na popula√ß√£o, reformando ou crescendo a partir das part√≠culas restantes.

‚ÄúA poeira detectada pela SOFIA pode resultar do crescimento significativo das part√≠culas de poeira existentes ou da forma√ß√£o de uma nova popula√ß√£o de poeira. Essas novas observa√ß√Ķes obrigam os astr√īnomos a considerar a possibilidade de que o ambiente p√≥s-explos√£o esteja pronto para formar ou reformar poeira imediatamente ap√≥s a passagem da onda de explos√£o ‚ÄĚ, escreve a NASA.

Essencialmente um observat√≥rio voador, o SOFIA √© um Boeing 747SP modificado, equipado com um telesc√≥pio de 106 polegadas de di√Ęmetro. Operada em conjunto pela NASA e pelo DLR Aerospace Center da Alemanha, a SOFIA √© mais adequada para o estudo da poeira c√≥smica, que atua como os blocos de constru√ß√£o de planetas e estrelas, voando acima da atmosfera da Terra. Os telesc√≥pios terrestres n√£o conseguem detectar part√≠culas de poeira usando o espectro infravermelho devido √† absor√ß√£o da √°gua e do di√≥xido de carbono.

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