MIT tem uma nova ideia para misturar humanos e robôs

Quando pensamos em robôs, na maioria dos casos pensamos em robôs humanóides do futuro que podem trazer o fim da humanidade. Mas vamos pensar novamente porque a robótica também pode ser usada para ajudar os humanos a se recuperarem de lesões físicas. De qualquer forma, é isso que o novo centro de pesquisa do MIT planeja estudar.

O centro recém-criado trabalhará na fusão do corpo humano com tecnologias avançadas, como exoesqueletos robóticos e interfaces cérebro-computador. De acordo com as informações, o objetivo final é desenvolver sistemas que restaurem determinadas funções em pessoas com deficiências físicas ou neurológicas.


Uma ilustração representando um cérebro biológico e robótico
Imagem de Bruno DE LIMA do Pixabay

O novo centro do MIT é chamado de K. Lisa Yang Center for Bionics e foi viabilizado por uma doação de US$ 24 milhões da filantropa Lisa Yang.

Um bom começo

Aparentemente, essa soma inicial está longe de ser suficiente para atingir o objetivo final, que é reparar danos neurológicos e substituir membros amputados. No entanto, já é um bom começo que reúne vários especialistas do MIT para atingir um objetivo comum.

Sabemos que o novo centro de pesquisa estará sob a direção do professor Hugh Herr do MIT Media Lab. Herr é um amputado duplo e atualmente é conhecido como um líder no campo de próteses robóticas. Ao anunciar a criação do novo centro, Herr disse que a iniciativa foi um passo importante para eliminar as deficiências físicas.

O professor explicou que o mundo precisa urgentemente se libertar das limitações impostas por tecnologias que ainda não existem ou não funcionam. Segundo ele, devemos lutar continuamente por um futuro em que a deficiência não seja mais uma experiência comum de vida.

“Estou muito feliz que o Yang Center for Bionics possa ajudar a melhorar significativamente a experiência humana para muitas pessoas”, disse ele.

Os objetivos do novo centro

Os cientistas do MIT que trabalham com o novo centro terão três objetivos principais, como ouvimos durante o anúncio. Em primeiro lugar, trata-se de desenvolver o que eles chamam de “sistema nervoso digital”, ou seja, ferramentas para contornar lesões na medula espinhal. Essas ferramentas funcionarão estimulando os músculos que foram separados do sistema nervoso central.

Em segundo lugar, o centro visa melhorar a tecnologia de exoesqueleto para que pessoas com músculos fracos possam se mover naturalmente.

Finalmente, os pesquisadores também pretendem desenvolver membros biônicos que possam restaurar completamente o sentido do tato.

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