Mistério total sobre a origem da variante Omicron

Descoberto há algumas semanas na África do Sul, o Omicron é uma nova variante do SARS-CoV-2 que preocupa os cientistas. Estes últimos estão se mobilizando em todo o mundo para conhecer seu modo de transmissão e seu potencial de resistência às vacinas.


Crédito da foto: Futura-Sciences

Dito isso, os pesquisadores ainda não conseguiram determinar a origem dessa variante e, portanto, não podem avaliar a ameaça no curto prazo.

Hipóteses sobre a formação da variante Omicron

A análise do código genético do Omicron revelou que ele é formado a partir de sequências do vírus descobertas em meados de 2020. Isso pressupõe que sua versão primitiva existia há mais de um ano. Teria, portanto, tempo suficiente para se desenvolver para chegar a esse estágio atual. Dada esta observação, três tipos de hipóteses são apresentadas pelos cientistas sobre a formação e desenvolvimento do Omicron.

Hipótese 1: Omicron vem de uma fonte animal

Os cientistas dizem que a cepa do vírus de meados de 2020 pode ter infectado uma população animal. Teria então evoluído e se espalhado nesse ambiente antes de ser reinjetado em uma pessoa saudável.

No entanto, Trevor Bedford, um virologista computacional, dá pouco crédito a essa hipótese, uma vez que “torna-se técnica”. Se isso fosse verificado, ele acredita que haveria uma linhagem animal no material genético da Omicron. No entanto, os cientistas encontraram um RNA humano, o que permite concluir que evoluiu em um humano.

Hipótese 2: Omicron desenvolvido em modo críptico

A segunda hipótese formulada sugere que a cepa do vírus em meados de 2020 se desenvolveu em uma área desprovida de supervisão médica. O cientista Bedford suspeita fortemente do sul da África, onde há menos amostras de coronavírus em andamento.

Isso teria permitido que ele se desenvolvesse todo esse tempo e, assim, adquirisse o maior número de mutações até seu aparecimento. No entanto, essa hipótese também é descartada, pois poderia ter começado a se espalhar um pouco mais cedo. Teria, portanto, atraído a atenção de países com sistemas de vigilância sanitária muito eficientes.

Hipótese 3: Omicron desenvolvido em um imunocomprometido

A outra hipótese que interessa aos cientistas é que o vírus poderia ter sido incubado em um paciente com AIDS que não fazia tratamento. Embora não possa eliminá-lo, o organismo de tal pessoa está suficientemente equipado para sobreviver à contaminação.

Assim, a cepa de meados de 2020 pode desenvolver novas mutações mais complexas a cada replicação. Nesse caso, a cepa se espalha para outros organismos a partir da pessoa que a incuba. Dito isso, há motivos para se perguntar por que essa difusão não ocorreu em um estágio de mutação anterior ao Omicron.

Por que os pesquisadores estão interessados ​​na origem do Omicron?

Determinar a origem do Omicron o mais rápido possível é um verdadeiro desafio para os cientistas. Isso poderia, de fato, ajudá-los a avaliar o nível de perigo potencial da ameaça.

Como indicação, observe que, se a cepa evoluiu em uma grande população, pode ser que o vírus não seja contagioso o suficiente. Por outro lado, caso se desenvolvesse no corpo de uma pessoa imunocomprometida, a taxa de transmissão seria maior. Dado o atual contexto de saúde, os pesquisadores estão se concentrando mais nesta última hipótese.

FONTE

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