Microsoft e Ford se unem para ajudar a facilitar o tráfego nas estradas

Microsoft e Ford se unem para ajudar a facilitar o tráfego nas estradas

A Microsoft e a Ford Motor Company anunciaram que trabalham juntas há anos para descobrir maneiras de aliviar o congestionamento nas estradas. Ford diz que muitos motoristas tentam usar sistemas de GPS para direcioná-los em áreas congestionadas. A questão é que os atuais sistemas de navegação direcionarão os motoristas no vácuo, sem considerar as rotas que outros motoristas da região também planejam usar.

O resultado é que centenas de motoristas acabam recebendo a mesma rota alternativa, levando a mais congestionamentos de tráfego. Ford e Microsoft querem criar um sistema de navegação que considere outros drivers. A idéia é que, se 100 motoristas solicitarem uma rota alternativa longe de um engarrafamento, o sistema de navegação considerará todos os outros motoristas que solicitaram uma rota alternativa e fornecerá rotas diferentes para facilitar também o congestionamento nas novas rotas.

O grande desafio para isso que a Microsoft e a Ford têm tentado contornar é a enorme quantidade de poder computacional necessário. Os computadores convencionais não conseguem reunir esse tipo de poder. Isso levou Ford e Microsoft a olhar para a computação quântica. Embora essa tecnologia ainda não esteja lá, estamos nos estágios iniciais do desenvolvimento da computação quântica.

Ford e Microsoft simularam milhares de veículos e o impacto no congestionamento que pode ser visto usando a computação quântica e um sistema de navegação que considera mais do que apenas um motorista. Simulações usaram até 5.000 veículos. Na simulação, cada um dos veículos tinha dez rotas diferentes disponíveis para escolher, com todos os veículos solicitando simultaneamente rotas pelo metrô de Seattle.

A equipe descobriu que seu sistema de roteamento equilibrado resultou em uma melhoria de 73% no congestionamento total quando comparado ao chamado roteamento “egoísta”, onde as rotas foram distribuídas sem considerar outras. O tempo médio de deslocamento foi reduzido em 8% nas simulações, o que economizaria mais de 55.000 horas por ano em toda a frota simulada.

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