Medicamento popular para açúcar no sangue reduz risco de insuficiência renal em diabéticos

Medicamento popular para açúcar no sangue reduz risco de insuficiência renal em diabéticos

Um medicamento chamado canagliflozina reduz drasticamente o risco de insuficiência renal em indivíduos com diabetes tipo 2 e doença renal, anunciaram os pesquisadores. Os resultados vêm de um ensaio clínico que envolveu 4.401 pessoas em 34 países, destacando uma maneira mais eficaz de proteger os pacientes contra essa complicação grave do diabetes. Além de proteger os rins, o medicamento também reduz o risco de sofrer problemas cardiovasculares graves.

O diabetes abre caminho para problemas de saúde graves e potencialmente fatais, incluindo ataque cardíaco, derrame, doença renal e morte. A medicação canagliflozina já foi usada para ajudar a proteger pacientes com diabetes tipo 2 e doenças cardíacas de sofrer eventos cardíacos graves; além disso, é prescrito para reduzir os níveis de glicose no sangue em diabéticos.

Ambos os usos – redução da glicose no sangue e redução do risco cardiovascular – foram aprovados pelo FDA. Os resultados de um ensaio clínico envolvendo a droga e seu efeito protetor contra doença renal sublinha outro benefício potencial oferecido pela canagliflozina.

A eficácia do medicamento para proteção contra insuficiência renal em diabéticos foi comparada à terapia atualmente aceita, denominada bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (RAAS). Os pacientes que receberam canagliflozina apresentaram 30% menos probabilidade de desenvolver insuficiência renal ou morrer de insuficiência renal ou doença cardiovascular.

Ao analisar especificamente as complicações renais, os participantes do estudo que receberam o medicamento tiveram 34% menos chances de sofrer insuficiência renal ou morrer por causa disso. Além disso, o risco de ser hospitalizado por insuficiência cardíaca – ou morrer de problemas cardíacos – caiu 31%. Os resultados chegam em um momento crítico – espera-se que os casos de diabetes tipo 2 atinjam 510 milhões em 2030, um aumento de 20% em relação aos níveis atuais.

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