Marte teria se movido através do sistema solar

Existem duas abordagens conflitantes que explicam o mecanismo de formação do planeta. A teoria clássica apóia a hipótese de que Marte, Terra e Vênus se formaram juntos. Marte então teria se movido para sua órbita atual. Isso é refutado pelo modelo Grand Tack, que sugere que Júpiter teria migrado de sua órbita original após sua formação, impactando assim no sistema solar interno.

Recentemente, um estudo intitulado “A formação fria e distante de Marte”, foi realizado por uma equipe do Earth Life Science Institute do Tokyo Institute of Technology. Liderado por Ramon Brasser, incluiu pesquisadores da Universidade do Colorado, da Academia Húngara de Ciências e da Universidade de Dundee, no Reino Unido.

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Depois de executar simulações dinâmicas consistentes do modelo Grand Tack, a equipe confirmou a verdade da hipótese, por mais improvável que fosse.

Marte teria se formado no cinturão de asteróides

A equipe internacional, portanto, sustenta que Marte teria se formado no que hoje é chamado de cinturão de asteróides. Com o tempo, o planeta vermelho teria migrado para mais perto do sol.

Em simulações, a migração de Júpiter teria causado uma grande concentração de massa se movendo em direção ao sol. Isso teria impactado a formação e as características orbitais de planetas terrestres, incluindo Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Além disso, a atração gravitacional de Júpiter teria empurrado Marte para sua órbita atual.

Além disso, essa teoria poderia explicar as diferenças na composição dos materiais presentes em Marte e nos outros planetas. Também justificaria o fato de Marte ser menor que Vênus e a Terra.

Muito improvável, mas mais plausível

“Isso sugere que Marte se formou fora da zona de alimentação da Terra durante a acreção primária. Portanto, é provável que Marte sempre tenha permanecido muito mais distante do Sol do que a Terra; seu crescimento foi atrofiado e sua massa permaneceu relativamente baixa”, disseram especialistas em um artigo na revista Earth and Planetary Science Letters.

Vale ressaltar que, segundo cálculos, a probabilidade dessa teoria é de apenas dois por cento. No entanto, Stephen Mojzsis, professor de geologia da Universidade do Colorado e co-autor do estudo, sustenta que “com tempo suficiente, podemos esperar esses eventos”. “Por exemplo, você acabará obtendo seis duplos se rolar os dados com frequência suficiente. A probabilidade é de 1/36 ou aproximadamente a mesma obtida para nossas simulações da formação de Marte”, ilustrou.

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