Marte: os subterrâneos do planeta vermelho mais propícios à vida

Marchar agora é um planeta frio e seco, mas se ele já suportou vida continua sendo uma questão.

Na Terra, áreas que antes continham longos trechos de água seca têm sido uma valiosa fonte de evidências de vida antiga e, por esse motivo, essas áreas têm sido a base para pesquisas sobre a vida marciana antiga. Mas um artigo recente na Nature Geoscience diz que pode não ser o melhor lugar para procurar.

Marchar

Espreitamos abaixo da superfície de Marte?

“Dado o quão pouco sabemos sobre a origem da vida na Terra, faz sentido adotar um plano mais amplo para procurar sinais de vida”, dizem os autores do artigo. E eles sugerem ir abaixo da superfície do planeta, olhando para áreas que podem ter hospedado sistemas hidrotermais. “Marte não é a Terra”, dizem os pesquisadores, “devemos reconhecer que toda a nossa perspectiva sobre a evolução da vida e como a vida é preservada é influenciada pelo fato de vivermos em um planeta onde a fotossíntese evoluiu”.

“Marte pode ter sido frio, árido, oxidante e geralmente inóspito na superfície durante grande parte de sua história, mas as condições hidrotermais na superfície próxima ou abaixo da superfície poderiam ter sido consideravelmente mais clementes”, disseram os pesquisadores.

Uma nova avenida para explorar a vida em Marte

Marte certamente teve atividade hidrotermal antiga – de fato, o rover Spirit acidentalmente tropeçou em tal sistema em 2008. E em 2020, a NASA planeja enviar outro rover para nosso vizinho vermelho que coletará, armazenará e eventualmente retransmitirá amostras de rochas marcianas. John Mustard, professor da Brown University e autor do artigo, disse esperar que o robô colete sedimentos de “zonas de fratura mineralizada”, onde diferentes fluidos na crosta (contendo diferentes elementos) teriam se misturado.

Marte já abrigou vida? Ainda é um grande ponto de interrogação, e este novo método proposto certamente não garante que encontraremos alguma evidência para isso. Mas é uma nova avenida interessante, e parece valer a pena explorar.

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