Intel surpreende a todos ao anunciar parceria com a AMD

Intel e AMD não são conhecidas por serem duas firmas amigas, é mesmo o contrário. Assim, quando a Intel anuncia que se uniu à sua rival de longa data para lançar um chip totalmente novo para PCs de formato pequeno, o mundo da TI fica sentado em um canto de uma mesa e fica de boca aberta. a emoção despertada pela notícia se dissipa.

Através desta parceria, a primeira desde 1980 (sim, Jornal de Wall Street fez bem a lição de casa), as duas marcas, sem surpresa, têm interesses convergentes. A ideia é em particular prejudicar o máximo possível a Nvidia e sua situação um pouco vantajosa demais no mercado de computadores pessoais…

Intel_AMD

Entre as grandes marcas potencialmente interessadas no produto dessa aliança incongruente, o nome Apple vem naturalmente à mente. Deve-se dizer que a empresa de Cupertino tem uma certa história com as duas empresas, cujos produtos desfrutou de combinar há anos para o benefício de alguns de seus Macs (Pro em particular).

O chip Intel/AMD teria tudo para agradar a Apple

Por extrema coincidência, acontece que o novo chip desenvolvido pelos gigantes de Santa Clara e Sunnyvale gira em torno de uma CPU Intel e uma GPU AMD, o mesmo layout que a Apple adora há muito tempo. De lá para ver um próximo Mac Pro equipado com o fruto dessa reconciliação surpreendente, há apenas um passo.

Mas antes de nos aprofundarmos no terreno especulativo, vamos ainda discutir o que constitui a base tecnológica do novo chip da Intel e da AMD. Este último é notadamente o resultado de um sistema desenvolvido pela Intel, chamado EMIB (Embedded Multi-Die Interconnect Bridge).

A sua particularidade é nomeadamente a possibilidade que oferece de conceber um chip composto por subelementos tirando partido de várias finuras de gravuras e provenientes, porque não, de diferentes fornecedores. Em suma, uma espécie de computador Frankenstein destinado a tornar o impossível possível.

Uma façanha de engenharia que permite neste caso integrar em um único chip, um processador Intel Core H de oitava geração, memória HBM2 e uma parte GPU assinada AMD Radeon, em um envelope com dimensões particularmente pequenas.

O suficiente para competir como deveria ser com a Nvidia e seus designs Max-Q, apresentados há alguns meses.

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