Impressão 3D: óleo de cozinha do McDonald’s como ingrediente em resinas plásticas

Pesquisadores da Universidade de Toronto (Canadá) descobriram uma maneira de reutilizar óleo de fritura usado do McDonald’s para criar plástico fotossensível. Esse plástico servirá de base para a criação das resinas usadas nas impressoras 3D.

Além do aspecto inovador da abordagem, o trabalho desenvolvido destaca inegáveis ​​vantagens econômicas e ambientais. Por um lado, a resina de óleo reciclada é mais barata do que as geralmente usadas para impressoras 3D e, por outro lado, os modelos impressos com a resina são biodegradáveis.

Sinal do McDonald's

O trabalho de pesquisa realizado por esses pesquisadores canadenses foi publicado na revista ACS Sustainable Chemistry & Engineering e demonstra a seriedade da abordagem proposta.

Uma ideia original

A ideia de transformar óleo de fritadeira em plástico sensível à luz é ideia de um professor da Universidade de Toronto Scarborough. Este professor que se interessou por resinas de impressora 3D há cerca de 3 anos percebeu que as moléculas usadas nas resinas plásticas encontradas nas lojas eram idênticas às gorduras dos óleos de cozinha.

A partir dessa constatação, a equipe de pesquisadores da Universidade de Scarborough embarcou na busca de um parceiro industrial capaz de fornecer esse óleo usado.

O McDonald’s, a segunda maior rede de restaurantes do mundo, se ofereceu para fornecer voluntariamente seus óleos de fritura já usados. Uma iniciativa que não surpreende, dado o custo exorbitante que a empresa paga para eliminar seus subprodutos.

Um processo simples e vantajoso

O processo químico que produz o fotorresistente utiliza um fotoiniciador que altera as propriedades físicas do óleo quando exposto à luz. A resina assim obtida é então adaptada a impressoras 3D que utilizam estereolitografia, técnica que consiste em endurecer gradualmente as camadas de resina com luz. O rendimento deste processo é pouco menos de 50% (1 litro de óleo rende 0,42 litros de resina).

Uma das vantagens desta nova resina é o seu preço. De fato, custará mais de 500 dólares por um litro de resina para impressoras de estereolitografia HD contra cerca de 300 dólares por tonelada métrica para resina reciclada. Além disso, um teste positivo na impressão de uma borboleta 3D com padrões de menos de dez micrômetros mostrou que o produto é termicamente estável e biodegradável.

Ainda não sabemos quando essa nova forma de resina para impressoras 3D poderá chegar ao mercado, mas esperamos que seja em breve.

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