Hubble comemora 4 de julho com fogos de artifício celestes

Hubble comemora 4 de julho com fogos de artifício celestes

O telesc√≥pio espacial Hubble ainda est√° orbitando e olhando para os incr√≠veis eventos que est√£o acontecendo no universo ao nosso redor. Com a celebra√ß√£o do dia 4 de julho come√ßando amanh√£, a NASA est√° comemorando o feriado, mostrando-nos uma imagem incr√≠vel de um fogo de artif√≠cio gigante na vastid√£o do espa√ßo. A imagem aqui foi capturada usando a C√Ęmera de Campo Largo Hubble 3 e mapeia o brilho UV do magn√©sio incorporado no g√°s quente, que √© mostrado em azul, da Eta Carinae.

Quando os astr√īnomos viram a imagem, ficaram surpresos ao ver o g√°s em lugares que n√£o haviam sido vistos antes. Os fogos de artif√≠cio celestes come√ßaram 170 anos atr√°s, quando uma estrela super-massiva chamada Eta Carinae explodiu. Ap√≥s sua explos√£o, em meados do s√©culo XIX, foi a segunda estrela mais brilhante no c√©u noturno da Terra e foi usada pelos navegadores do dia para a navega√ß√£o.

As bolhas vistas na imagem foram formadas durante o episódio visto na década de 1840. Os lóbulos de balão são feitos de poeira e gás, juntamente com outros filamentos soprados para fora da estrela explosiva. A estrela maciça pode pesar até 150 sóis. O episódio na década de 1840 é conhecido como a Grande Erupção.

Desde a Grande Erup√ß√£o, a estrela desapareceu e agora est√° t√£o fraca que mal √© vis√≠vel a olho nu. O Hubble usou quase todas as suas ferramentas nos √ļltimos 25 anos para estudar a estrela. A equipe diz que agora descobriu que uma grande quantidade de g√°s quente ejetado na Grande Erup√ß√£o ainda n√£o colidiu com o outro material ao redor da Eta Carinae.

As faixas externas azuis na imagem fora do lobo inferior esquerdo foram criadas quando os raios de luz da estrela espiam atrav√©s dos aglomerados de poeira espalhados pela superf√≠cie das bolhas. √Č interessante notar que agora parte da luz da grande erup√ß√£o est√° chegando √† Terra devido a algo chamado “eco da luz”, permitindo que a erup√ß√£o da d√©cada de 1840 seja estudada com mais detalhes. Eventualmente, a estrela se tornar√° uma supernova, o que pode j√° ter acontecido, e simplesmente n√£o vimos a luz.

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