França e Alemanha têm Telegram na mira

Telegrama é um aplicativo semelhante ao What’s app, mas que tem a particularidade de permitir a troca de mensagens criptografadas. Pode compreender, portanto, que interessa a muita gente, a começar pelos nossos políticos que utilizam cada vez mais o serviço, empresários, mas também, e infelizmente, terroristas.

É de fato graças ao Telegram que os jihadistas puderam se comunicar entre si para preparar e coordenar suas ações, em particular durante os ataques de 13 de novembro. Uma agência americana chegou ao ponto de afirmar que sem o Telegram os ataques não teriam sido possíveis.

Telegrama

É nestas condições que os ministérios do interior francês e alemão decidiram agir pedindo ontem à Comissão Europeia que forneça um quadro legal para redes criptografadas.

Criado por um russo que procurava escapar da vigilância policial de Putin, o Telegram até agora desempenhou muito bem sua função de mensagens criptografadas. Tanto que os serviços de inteligência franceses e alemães têm toda a dificuldade do mundo para decifrar as mensagens veiculadas pelo aplicativo. Este último poderia, no entanto – em casos relacionados ao terrorismo – constituir prova de escolha para os magistrados.

Encare o problema de frente…

Para limitar o leque de possibilidades dos terroristas, é de facto urgente dificultar os seus meios de comunicação e, portanto, combater as diferenças entre os operadores “clássicos” que são obrigados a submeter-se à investigação judicial, e os “novos operadores”, como Telegram que não são obrigados a colaborar com a polícia no âmbito das investigações.

É com isso em mente que Bernard Cazeneuve indicou que havia proposto “que a Comissão Europeia estude a possibilidade de um ato legislativo que aproxime os direitos e obrigações de todos os operadores”. Ele acrescenta que a ideia seria “impor obrigações aos operadores que se mostrem pouco cooperativos, em particular para remover conteúdos ilegais ou descriptografar mensagens no contexto de investigações legais”.

E não erre o alvo

Mas então, como você distingue entre criptografia legítima de comunicações, para proteger informações pessoais e/ou profissionais, e criptografia destinada a ocultar projetos condenáveis? Esta é a questão que se coloca e é o que apontou na segunda-feira um grupo de personalidades, apelando a Bernard Cazeneuve para não errar o alvo e preservar a liberdade dos cidadãos.

A isto o Ministro do Interior responde que nunca se tratou de pôr em causa a encriptação destinada a proteger as comunicações.

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