Fêmur fossilizado revela caso de câncer ósseo de 240 milhões de anos

Pesquisadores descobriram um dos mais antigos casos conhecidos de câncer ósseo através de um fóssil de 240 milhões de anos, revelou um estudo. O tumor maligno foi identificado no fêmur de um Pappochelys, um tipo de réptil extinto semelhante às tartarugas modernas. O fóssil foi recuperado na Alemanha a partir de um antigo leito de lago, terminando mais tarde no Museu Estadual de História Natural de Stuttgart.

O estudo, publicado recentemente em, detalha o caso mais antigo conhecido de câncer ósseo em um amniote, um grupo que inclui répteis, mamíferos e aves. Os Pappochelys pertenciam à categoria ‘réptil’, tendo sido algo como uma tartaruga sem casca.

É digno de nota o crescimento substancial e atípico do fóssil do fêmur, que se assemelha a algo um tanto irregular e ondulado. Foi realizada uma pesquisa para tentar determinar o que causou essa aparência incomum, incluindo micro-tomografias realizadas em um hospital universitário.

Em casos como este, um fóssil ósseo com aparência incomum geralmente ocorre devido a uma lesão que a criatura sofreu, como um osso quebrado que cicatrizou mal. As micro-tomografias revelaram que este não era o caso do fêmur, no entanto, como não havia evidências de uma ruptura sob a porção irregular.

Outras causas possíveis foram consideradas e descartadas, limitando a resposta a uma possibilidade final: câncer ósseo, especificamente um osteossarcoma. Esse mesmo tipo de câncer ósseo pode ser encontrado em humanos, embora seja considerado bastante raro.

O fóssil fornece evidências raras da existência do câncer muito antes dos poluentes modernos e estilos de vida pouco saudáveis. Embora haja pouca evidência da doença no registro fóssil, esse achado esclareceu a longa história da doença.

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