FDA alerta que infusões de plasma arriscadas de jovens doadores não impedirão o envelhecimento

O FDA emitiu um relatório alertando o público contra o recebimento de infusões de plasma sanguíneo de jovens doadores, sob o pressuposto de que reverterá o envelhecimento ou eliminará doenças. O comunicado foi solicitado por relatórios de vários estados, de acordo com a agência, sobre estabelecimentos supostamente oferecendo infusões de plasma de jovens doadores sob alegações de benefícios médicos e de saúde.

A idéia de sangue jovem oferecendo benefícios à saúde e antienvelhecimento não é novidade, mas aparentemente está dando a volta novamente, desta vez na América moderna. De acordo com um comunicado publicado pela FDA hoje, estabelecimentos em vários estados estão promovendo infusões de plasma de jovens doadores como um suposto tratamento para envelhecimento, doença de Alzheimer, Parkinson, TEPT, doença cardíaca e várias outras condições.

Essa descoberta levantou “preocupações significativas de saúde pública” no FDA, que aponta que “não há benefício clínico comprovado” na obtenção dessas infusões. Além de não haver benefícios conhecidos, as infusões de plasma apresentam riscos potenciais à saúde do receptor.

O FDA não testou infusões de plasma de jovens doadores quanto a benefícios de segurança ou saúde e, como tal, a agência recomenda que “esses produtos não devem ser considerados seguros ou eficazes”. Os únicos casos desses tratamentos devem ocorrer na forma de ensaios clínicos que estão sob um conselho de revisão institucional com supervisão regulatória, de acordo com a FDA.

As doações de plasma têm um benefício médico reconhecido, ressalta a FDA, mas apenas para certas doenças e usos relacionados. Nesse caso, o risco de receber uma infusão de plasma não supera os benefícios, embora os riscos permaneçam mesmo nesses casos, é claro. Os destinatários podem sofrer uma reação alérgica, lesão pulmonar, adquirir uma doença infecciosa e muito mais.

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