Estudo mostra como uma mosca pousa no teto (com …

Estudo mostra como uma mosca pousa no teto (com ...

Hoje, estamos vendo como uma mosca cai de cabeça para baixo – no teto – cortesia de um estudo publicado esta semana no Science Advances da AAAS. O pouso invertido Ă© algo que uma mosca dá por certo – principalmente porque, como parece neste estudo, a maior parte desse processo ocorre em uma fração de segundo. As descobertas deste artigo mostram uma compreensĂŁo ampliada dos vários processos biomecânicos, sensoriais e neurais que ocorrem quando uma mosca tenta pousar no teto. Esses dados podem levar a fantásticas aplicações futuras – vamos dar uma olhada no porquĂŞ.

Na imagem que vocĂŞ vĂŞ acima, temos um resumo visual das manobras que uma mosca inicia para pousar no teto. A mosca se move para cima – como normalmente faria, pernas para baixo, cabeça e asas para cima, e entĂŁo faz algumas manobras rotacionais super rápidas. A chave Ă© o anexo de uma ou mais pernas da mosca presas ao teto.

Quando um par de pernas dianteiras está “firmemente preso ao teto”, a mosca inicia um balanço do corpo com auxĂ­lio de pernas e, finalmente, um tipo de situação com várias pernas – um pouso bem-sucedido. Devido Ă  velocidade com que essa aterrissagem relativamente complexa deve ocorrer, o potencial de expandir nosso conhecimento sobre o uso eficiente de energia computacional limitada Ă© gigantesco.

“Nosso estudo fornece insights crĂ­ticos sobre comportamentos de pouso invertido e os processos biomecânicos, sensoriais e neurais subjacentes”, disse o pesquisador Pan Liu (et al.) No artigo publicado esta semana. “Ele tambĂ©m aponta para possĂ­veis mecanismos que podem permitir que sistemas robĂłticos de pequenos animais com recursos computacionais limitados gerem comportamentos rápidos, porĂ©m complexos”.

Acima, vocĂŞ verá um vĂ­deo capturado pelo estudo – moscas pousando no teto em super câmera lenta. No vĂ­deo, as moscas-azuis (Calliphora vomitoria) sĂŁo capturadas usando videografia de alta velocidade enquanto tentam pousar no teto de uma câmara de vĂ´o selada.

Essa configuração permitiu que os pesquisadores capturassem batidas de asas, aceleração, velocidade linear e muito mais. Os pousos invertidos bem-sucedidos tiveram uma média de aproximadamente 4-8 batimentos nas asas entre o início da rotação do corpo e o movimento final lateral-para-ventral. Verificou-se também que a frequência média de pulsação nessas aterrissagens bem-sucedidas era de aproximadamente 172,7 ± 7,7 Hz.

Para saber mais sobre esse assunto, consulte Science Advances, 23 de outubro de 2019, vol. 5, n. 10, eaax1877. Com o código DOI: 10.1126 / sciadv.aax1877, você encontrará o artigo “As moscas pousam de cabeça para baixo no teto usando manobras rotacionais rápidas mediadas visualmente”. Este artigo foi de autoria dos pesquisadores Pan Liu, Sanjay P. Sane, Jean-Michel Mongeau, Jianguo Zhao e Bo Cheng.

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