Estudo descobre que teste de olho pode detectar Alzheimer antes que os sintomas apareçam

Um exame oftalmológico não invasivo pode um dia ser usado para rastrear pacientes com doença de Alzheimer, de acordo com um novo estudo. O teste envolve a observação de vasos sanguíneos na retina, mas não é algo que ocorre atualmente como parte de um exame oftalmológico normal. O processo é descrito como rápido, envolvendo tecnologia ‘relativamente nova’ que pode capturar imagens de alta resolução dos pequenos vasos sanguíneos.

A doença de Alzheimer é atualmente diagnosticada quando os sintomas aparecem, como problemas de memória e problemas de percepção. Pesquisas anteriores buscaram uma maneira de diagnosticar a doença em um estágio anterior, potencialmente possibilitando iniciar o tratamento ou fazer alterações no estilo de vida para ajudar a mitigar a progressão. Uma solução confiável, barata e não invasiva permaneceu ilusória, no entanto.

Um estudo no Duke Eye Center pode ter encontrado um método adequado, no entanto, e envolve pequenos vasos sanguíneos na retina. Nos casos da doença de Alzheimer, esses vasos microscópicos são encontrados no interior da retina como uma teia densa. Essa aparência significa um cérebro saudável, mas nos casos da doença de Alzheimer, os vasos sanguíneos parecem diferentes.

Segundo a pesquisa, esses pacientes têm teias de vasos menos densas em suas retinas que podem até ser “esparsas” em algumas áreas. Depois de controlar outros fatores, os pesquisadores descobriram que essa alteração era estatisticamente significativa. As alterações dos vasos sanguíneos podem ser o resultado de alterações no cérebro que significam a doença de Alzheimer.

As alterações dos vasos sanguíneos foram observadas nos olhos de 39 pacientes com Alzheimer, como parte de um estudo envolvendo 133 pessoas em um grupo controle. O teste envolveu uma máquina que realizou angiotomografia de coerência óptica (OCTA), um procedimento não invasivo que leva apenas alguns minutos.

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