Estimulação transcraniana sincroniza cérebros antigos de volta ao estado jovem

Estimulação transcraniana sincroniza cérebros antigos de volta ao estado jovem

A falta de mem√≥ria √© uma conseq√ľ√™ncia conhecida do envelhecimento normal, mas uma tecnologia chamada estimula√ß√£o transcraniana pode um dia ajudar os idosos a reverter o problema. Um estudo publicado recentemente detalha o trabalho com a tecnologia envolvendo participantes idosos que, em alguns casos, experimentaram melhorias na mem√≥ria ap√≥s est√≠mulos cerebrais que os restauraram a um estado jovem. A estimula√ß√£o resultou em ‘melhoria r√°pida’.

À medida que a pessoa envelhece, ela costuma ter problemas com a memória de trabalho, embora os motivos exatos não sejam claros. Compreender o que causa esse comprometimento da memória ajudará os pesquisadores a determinar se há uma maneira de evitá-lo ou revertê-lo, e é aí que entra um novo estudo da Universidade de Boston. A pesquisa envolve participantes com idades entre 60 e 76 anos e observou resultados positivos após apenas 25 minutos de estimulação cerebral.

Embora nenhuma causa √ļnica tenha sido identificada, acredita-se que diferentes √°reas do c√©rebro possam ficar fora de sincronia √† medida que envelhecemos, resultando em diferentes √°reas do c√©rebro que n√£o s√£o mais sincronizadas com tanta for√ßa quanto antes. √Ä medida que essa incompatibilidade aumenta, a mem√≥ria de trabalho pode sofrer cada vez mais, dificultando a recupera√ß√£o de informa√ß√Ķes por indiv√≠duos mais velhos.

Se for esse o caso, ressincronizar essas diferentes partes do c√©rebro para que elas estejam mais fortemente ligadas potencialmente melhoraria a mem√≥ria. Esse efeito antecipado foi demonstrado em um estudo rec√©m-publicado que utilizou estimula√ß√£o transcraniana do c√©rebro aplicada a neur√īnios espec√≠ficos, essencialmente empurrando-os em dire√ß√£o a um comprimento de onda espec√≠fico.

Quando as áreas cerebrais foram sincronizadas, a memória de trabalho em idosos melhorou, e essas melhorias duraram mais de 50 minutos após a interrupção da estimulação. A tecnologia é não-invasiva e envolve colocar uma calota craniana coberta de eletrodos na cabeça dos participantes. A estimulação também teve efeitos positivos em adultos mais jovens que tiveram desempenho inferior em um exercício de memória.

Infelizmente, s√£o necess√°rias mais pesquisas para determinar se os resultados s√£o clinicamente significativos e quanto tempo duram os efeitos positivos.

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