Estados Unidos: o exército começou a testar implantes cerebrais

Recentemente, um ramo do exército americano desenvolveu um microchip capaz de interagir com atividades neuronais. Agora, a tecnologia está operacional graças à Agência de Desenvolvimento de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA). Testes em humanos foram recentemente realizados por pesquisadores da Universidade da Califórnia e do MGH (Massachusetts General Hospital). A eficácia do dispositivo tem sido um sucesso retumbante.

Apelidado de chip de “controle da mente”, este dispositivo é capaz de ler e transmitir informações sobre a atividade cerebral. Posteriormente, pode produzir impulsos eletrônicos para controlar alguns comportamentos dos sujeitos.

Cérebro

Para a medicina, a técnica é um avanço sem precedentes. A grande maioria dos distúrbios neurais pode ser gerenciada automaticamente ou a partir de comandos externos.

Uma IA que controla o cérebro

A DARPA projetou um tipo de implante eletrônico com Inteligência Artificial. Este chip foi programado para controlar o humor de um humano. Seis pessoas com epilepsia participaram do teste. Graças a uma leitura em tempo real dos fluxos em seu cérebro, os cientistas conseguiram implementar um melhor gerenciamento de suas crises epilépticas.

Por meio de um mecanismo chamado “estimulação cerebral profunda”, o chip envia micro-descargas para áreas específicas do cérebro. Leva em consideração diferentes parâmetros relacionados a cada caso. As descargas elétricas então causam secreções químicas. Estes últimos têm o papel de modificar o comportamento neural de forma positiva em caso de crise. No final, são os algoritmos de IA que gerenciam tudo.

Essa tecnologia pode possibilitar o tratamento de outros problemas mentais, como estresse ou doença de Parkinson.

Uma fusão entre homem e máquina

As pesquisas em nanotecnologia e biologia humana estão se aproximando. A DARPA também está trabalhando em um novo tipo de implante flexível e injetável. As operações cirúrgicas serão desnecessárias no futuro, pois esse tipo de chip seria introduzido por meio de um cateter. Passando pelos vasos sanguíneos para o cérebro, seria usado para realizar uma infinidade de tarefas.

Este chip pode permitir que soldados em terra comandem drones remotamente. Melhor ainda, a comunicação entre as tropas com o alto comando seria relâmpago e mais segura do que nunca. Além disso, os resultados dos testes realizados em animais revelaram-se positivos.

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