Espaço: NASA escolhe Blue Origin e outras duas empresas para construir estações privadas

À medida que a Estação Espacial Internacional envelhece, a NASA decidiu contar com empresas privadas para construir novas estações espaciais. Isso ajudará a agência espacial dos EUA a continuar a servir a humanidade, entre outras coisas…


A NASA recentemente concedeu três contratos de financiamento no valor total de US$ 415,6 milhões para três empresas privadas. A agência espacial americana revelou a informação na quinta-feira passada através de um comunicado de imprensa publicado em seu site oficial.

O preço da diversidade

As três empresas escolhidas são a Blue Origin, de propriedade do fundador da Amazon e segundo homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, Nanoracks e Northrop Grumman. Eles devem receber US$ 130 milhões, US$ 160 milhões e US$ 125,6 milhões, respectivamente, assim que a NASA receber a luz verde do Congresso. Estas empresas foram seleccionadas entre uma dezena de empresas que responderam ao concurso para o projecto.

Em detalhe, os três eleitos construirão estações espaciais privadas que servirão de base para a NASA para este trabalho. “Estamos em parceria com empresas americanas para desenvolver destinos espaciais para as pessoas visitarem, viverem e trabalharem, permitindo que a NASA continue abrindo caminho no espaço para o bem da humanidade, enquanto agora é uma atividade comercial” disse Bill Nelson, chefe da instituição. Por sua vez, Phil McAlister, diretor de voos comerciais da NASA, afirma que uma colaboração diversificada tornará mais robusta a política de destinos comerciais da agência, além de “garantir uma concorrência saudável no futuro”.

Sobre os acordos assinados recentemente, o responsável disse que a NASA espera financiar estações espaciais privadas em cerca de 40%, contra 60% ou mais financiados por empresas. Em contrapartida, acrescenta, este último poderá alugar as estações a outros atores, privados e públicos.

O bem da humanidade está bem, mas a poupança primeiro

Vale lembrar que a Estação Espacial Internacional (ISS) deve encerrar oficialmente suas atividades técnicas em 2024 (limite extensível até 2028, ou mesmo 2030, segundo projeções otimistas da NASA). De fato, de acordo com McAlister, além de permitir que a agência encontre um substituto para a ISS, as estações privadas podem ajudar a economizar mais de um bilhão de dólares por ano. Segundo o gerente, a agência gasta cerca de US$ 4 bilhões por ano para manter a plataforma.

Com suas economias, a NASA poderá dedicar seus recursos ao projeto Artemis, que visa instalar colônias humanas na Lua e em Marte. No início deste ano, a agência espacial norte-americana, ainda alinhada com esse objetivo, deu à SpaceX e à Boeing a tarefa de construir novas espaçonaves para ela, como parte de seu programa Commercial Crew – programa que poderia economizar de 20 a US$ 30 bilhões para a NASA.

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