Encélado: o mistério da lua de Saturno finalmente elucidado?

A missão Cassini-Huygens teve como objetivo alcançar e estudar Saturno e suas luas. Agora está feito. A NASA, a ESA e a ASI (Agência Espacial Italiana) trabalham juntas desde 1997 para colocar a sonda Cassini em órbita. O primeiro objetivo foi alcançado em 2004. A culminação do segundo objetivo ocorreu em setembro passado. A Cassini emitiu suas últimas comunicações antes de desaparecer na atmosfera de Saturno.

Durante sua missão, a sonda foi capaz de registrar inúmeras medições e varreduras. Esses dados permitiram saber mais sobre Saturno e seus satélites. Uma das luas, Enceladus, chamou particularmente a atenção dos pesquisadores. Ultimamente, estes últimos descobriram a existência de um oceano quente sob a superfície do corpo celeste.

Encélado

A missão Cassini-Huygens foi, portanto, coroada de sucesso, pois contribuiu muito para uma melhor compreensão da lua de Saturno.

Uma lua ativa

Segundo os pesquisadores, a camada de gelo localizada no equador de Encélado é estimada em trinta e cinco quilômetros. Seria mais espesso lá do que nas extremidades polares. A camada é estimada em três a dez quilômetros de profundidade nos pólos. A zona sul é particularmente fina, já que foram observadas expulsões de água quente, gás e partículas para o espaço. Assemelhando-se a gêiseres na Terra, o fenômeno é chamado de hotspot.

A origem do calor sob Encélado é uma das questões primordiais neste caso. Este satélite é quente o suficiente para esguichar água de suas entranhas para esses pontos quentes. Além disso, os cientistas estimam que, sem essa alta temperatura em seu núcleo, o oceano subterrâneo congelaria depois de trinta milhões de anos.

Além disso, foi relatado que o interior de Encélado está continuamente em movimento.

Um núcleo permeável

Ao mesmo tempo, pesquisas sobre o mesmo assunto foram realizadas na Universidade de Nantes (França). Um dos cientistas, o doutor Postberg, apresentou a hipótese de que Encélado teria um núcleo permeável sob seu oceano. Desta forma, a água penetra profundamente na rocha supostamente porosa. É tão salino que dissolve certos materiais que constituem a rocha interna do satélite. Deve-se notar que este oceano sofre sem interrupção a força colossal das marés geradas pela influência de Saturno.

Este conjunto permite a circulação eficiente da água nas profundezas de Encélado.

A água penetra tão bem nas camadas de rocha que a lua se aquece graças ao atrito causado. Assim, a temperatura no centro de Encélado chega a mais de noventa graus Celsius. Provavelmente seria neste nível que se originam os jatos de água quente dos hotspots do sul.

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