Em breve, poderá ser possível produzir oxigênio a partir da água em um ambiente de gravidade zero.

A perspectiva de viagens espaciais de longa distância tem interessado cientistas há muito tempo. Não é fácil transportar humanos pelo cosmos por longos períodos de tempo. O principal constrangimento a este tipo de viagem é a escassez de recursos básicos como oxigénio e água (necessários para a sobrevivência), bem como o combustível utilizado para alimentar a complexa electrónica até à chegada ao destino.

Recentemente, após a realização de um novo estudo, uma equipe de cientistas avançou significativamente na pesquisa de campo. Concretamente, os pesquisadores descobriram uma nova técnica que permite produzir hidrogênio (para combustível) e oxigênio (para a vida), onde a gravidade não existe.

Espaço

Detalhes dos experimentos realizados pelos cientistas podem ser encontrados na Nature Communications.

Use água para lançar a nave espacial

A ideia é isolar os dois constituintes da água (H2O): hidrogênio e oxigênio. Para isso, os pesquisadores usaram a eletrólise, o processo de passar uma corrente através de uma amostra de água contendo um pouco de eletrólito solúvel para separar os dois elementos.

Os cientistas também defenderam o uso de água para impulsionar a espaçonave durante o lançamento. Essa técnica seria mais segura, pois evita o risco de explosão. Uma vez no espaço, a água poderia então ser dividida.

Duas opções foram apresentadas. O primeiro usa eletrólise, usando eletrólitos e células solares para capturar a luz solar e convertê-la em corrente elétrica. A segunda consiste em utilizar “fotocatalisadores”, que atuam absorvendo partículas de luz: fótons. Estes serão então armazenados em um material semicondutor inserido na água.

A segunda alternativa seria ideal, pois o equipamento pesa muito menos do que o necessário para a primeira.

A equipe também considerou uma técnica que permite que a água seja reconstituída a partir de seus dois constituintes.

É preciso oxigênio puro e hidrogênio

Para verificar sua teoria, os pesquisadores realizaram os experimentos em uma torre de 120 metros, um ambiente de microgravidade.

Esse processo seria tecnicamente possível no espaço, porque a energia produzida pelo sol ou por uma estrela é muito mais intensa lá do que na Terra. Para que seja viável na atmosfera, seriam necessárias mais infraestruturas relacionadas ao hidrogênio, como postos de abastecimento de hidrogênio.

O único problema que resta é que o oxigênio e o hidrogênio produzidos devem ser puros. No entanto, na ausência de peso, as bolhas na água não sobem à superfície como no ambiente terrestre. Pelo contrário, todo o gás permanece para criar uma espuma.

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