De acordo com uma IA, nossa expectativa de vida seria de 38 anos

De acordo com os resultados de um estudo liderado por Benjamin Mayne do CSIRO, ou Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation, na Austrália, a inteligência artificial (IA) pode ser capaz de estimar a expectativa de vida de espécies que já estão extintas ou humanos antigos. Mayne e seus colegas realmente desenvolveram uma IA para prever a expectativa de vida de vários animais. Segundo os pesquisadores, a técnica se baseia na análise de regiões específicas do DNA que estão ligadas ao envelhecimento.

Para desenvolver seu método, os cientistas primeiro treinaram uma IA usando genomas conhecidos de 252 espécies de 5 classes de animais, incluindo mamíferos, répteis e peixes, e sua expectativa de vida máxima.

Em seguida, a IA reduziu quase 30.000 regiões de DNA para apenas 42 regiões relacionadas à expectativa de vida. Estes foram então usados ​​para criar uma fórmula capaz de convertê-los em uma previsão de expectativa de vida máxima.

Testado em espécies extintas

Durante a fase de testes, os pesquisadores testaram a IA obtida em espécies já extintas. Como resultados, eles conseguiram descobrir que o mamute lanudo pode viver até 60 anos. A expectativa de vida dos denisovanos, que são primos distantes dos humanos modernos, foi estimada em 38 anos.

Os cientistas também descobriram que as tartarugas em Ile Pinta podem viver até 120 anos. O Lonesome George, o último indivíduo conhecido da espécie, tinha mais de 100 anos quando morreu. Quanto à baleia-da-groenlândia mais velha, estima-se que tenha morrido aos 211 anos, no entanto, o modelo previa que a espécie poderia viver até 268 anos.

Os limites da nova técnica

Os pesquisadores puderam observar que a fórmula tinha uma margem média de erro de cerca de 4 anos. Esse erro aparece ao comparar os resultados com dados de animais cuja expectativa de vida já é conhecida. No entanto, a IA também previu que a expectativa máxima de vida de um ser humano era de 38 anos, o que significa que os resultados ainda não podem ser confirmados como 100% corretos.

Por outro lado, ainda não sabemos como esse erro se manifesta no caso de espécies já extintas. De acordo com Mayne, o DNA mais antigo é mais degradado e mais difícil de analisar, então o modelo precisa de informações adicionais. Por exemplo, para chegar à estimativa de 60 anos do mamute, os pesquisadores tiveram que incorporar o genoma do elefante africano nos testes.

Mayne também acrescentou que, para as espécies existentes, saber quanto tempo elas podem viver é fundamental para determinar se estão atingindo seu limite natural ou se certos fatores estão dificultando sua longevidade.

Com a tecnologia em constante evolução, espera-se que os cientistas por trás deste estudo consigam um dia reduzir ao máximo a margem de erro. Assim, será possível obter mais informações sobre espécies que já desapareceram, mas também aprender mais sobre as espécies existentes para melhor protegê-las.

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