DARPA quer conectar nossos cérebros a computadores

o DARPA acaba de anunciar o lançamento de um novo programa de financiamento chamado NESD, para Projeto de Sistema de Engenharia Neural. O objetivo é conectar nossos cérebros a computadores.

Criada no final da década de 1950, a DARPA é na verdade uma agência ligada ao Departamento de Defesa dos EUA. Em particular, é responsável pela pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias destinadas ao uso militar. Conhecido por ter criado a ARPANET, também esteve na origem de várias outras tecnologias.

Cérebro

Desta vez, ela está, portanto, interessada em nosso cérebro e, mais especificamente, em implantes neurais.

A DARPA também está interessada em implantes neurais

A DARPA anunciou no início desta semana um novo programa de financiamento chamado NESD, um programa para promover o desenvolvimento de implantes neurais. A ideia é simplesmente permitir que o cérebro humano se comunique diretamente com interfaces de computador sem a necessidade de passar por periféricos de terceiros, como o eterno par mouse/teclado.

De acordo com o comunicado de imprensa da agência, o programa em questão financiará inicialmente cinco grupos de pesquisa universitários e uma empresa sediada em San Jose.

Entre os grupos selecionados, há um que trabalhará na criação de uma interface capaz de tecer uma rede de “neurogrãos”. Poucos detalhes vazaram, mas essa interface pode vir na forma de implantes localizados no córtex cerebral ou acima. Seu objetivo seria analisar como o cérebro processa e decodifica a linguagem falada.

Os demais grupos trabalharão em projetos bastante variados, projetos relacionados à percepção visual, percepção auditiva e fala. Alguns focarão seus esforços em microscópios holográficos capazes de observar milhares de neurônios ao mesmo tempo, outros em diodos emissores de luz destinados a interagir com o córtex visual.

Cinco grupos de pesquisa e uma empresa selecionada

A empresa selecionada se chama Paradromics e receberá US$ 18 milhões para desenvolver uma prótese capaz de decodificar e interpretar instruções faladas.

A DARPA impõe uma estrutura rígida a todos os participantes do programa. O implante, portanto, não deve exceder o tamanho de uma peça de cinco centavos e deve ser capaz de receber comunicação bidirecional.

A tarefa promete ser difícil, mas esse programa pode levar a importantes descobertas científicas. Graças a esses implantes, seria bem possível permitir que indivíduos com deficiências graves controlassem um exoesqueleto para se mover ou até mesmo interagir com seu ambiente.

Deve-se notar também que a DARPA não é a única interessada na delicada questão dos implantes neurais. O próprio Elon Musk lançou recentemente um novo empreendimento, com um orçamento total de US$ 100 milhões para avançar nas pesquisas.

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