App Store e o “imposto” podem ser o tubarão à espreita da Apple

A Apple está proibindo os desenvolvedores iOS de coletar e vender dados ...

No próximo ano, a Apple espera dobrar sua receita de serviços em relação ao nível de 2016. A maior parte desse dinheiro vem do corte de 30% na maioria das compras e assinaturas feitas por meio da App Store para iOS.

Apesar de uma tentativa de incentivar os editores a manter as assinaturas ativas e saudáveis, grandes empresas como a Netflix – aliás o maior gerador de caixa da App Store – e o Spotify retiraram seus pagamentos da plataforma da Apple e por conta própria. Mais empresas estão pensando em fazer o mesmo.

Mas, segundo Toni Sacconaghi, analista da AB Berstein, a emigração da plataforma de pagamento da App Store pode ser a menor das preocupações da Apple quando se trata de manter o crescimento dos serviços. Afinal, o CFO da Apple, Luca Maestri, informou que a Netflix representou “menos de 0,3% da receita total de serviços” no ano passado.

A maior preocupação abaixo da linha pode ser uma decisão da Suprema Corte que pode levar a uma ação judicial sobre se o controle da Apple do ecossistema iOS é anticoncorrencial para os consumidores que compram aplicativos. Os juízes ainda estão determinando se os demandantes se opuseram à Apple, de modo que ainda podem ter um caso a seguir. Ainda assim, se a Apple for responsabilizada como distribuidora e vendedora de fato de todos os seus aplicativos, poderemos ver uma grande mudança que poderia trazer mais lojas de aplicativos para o iPhone e menos dólares no bolso de Cupertino.

A nota de Sacconaghi, obtida pela CNBC, prioriza sua preocupação em diminuir as vendas do iPhone em relação a todo o resto no momento, mas não é preciso dizer que o problema dos aplicativos não se tornará um snipe dorminhoco.

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