A nova geração de pesquisadores está trabalhando duro analisando amostras de solo lunar trazidas de volta

As amostras de solo lunar coletadas pela equipe da NASA há muito tempo como parte da missão Apollo 17 agora serão estudadas por jovens pesquisadores da agência espacial americana.

Cerca de cinquenta anos atrás, uma equipe da NASA coletou 382 quilos de rochas do solo e da lua uma grande parte do qual foi guardado para a futura geração de pesquisadores.

Duas equipes em dois laboratórios do Goddard Space Flight Center (principal centro da NASA dedicado à pesquisa científica) em Greenbelt vão então, pela primeira vez, estudar esses pedaços do nosso satélite para dar mais detalhes sobre “a evolução do nosso sistema solar”.

Uma nova geração de pesquisadores com ferramentas modernas e mais precisas

Os pesquisadores se beneficiarão de instrumentos e dispositivos para obter resultados mais nítidos e detalhados no estudo dos componentes químicos dos fragmentos lunares.

De acordo com as explicações de Jamie Elsila, astroquímica do Laboratório de Análise Astrobiológica Goddard da NASA, as equipes: “usam instrumentos que não existiam durante as primeiras análises das amostras da Lua”.

As pesquisas realizadas terão, portanto, que fornecer mais precisão, ou mesmo detalhes nunca mencionados em pesquisas anteriores sobre o enigma da evolução do carbono, hidrogênio, oxigênio… tornando possível a vida atualmente na Terra.

Novos estudos realizados com objetivos bem definidos

Os pesquisadores dedicados que estudarão o solo lunar e as amostras de rochas são divididos em duas equipes com objetivos diferentes. A primeira equipe, liderada por Jamie Elsila, vai analisar a presença de aminoácidos trazidos por meteoritos e poeira de cometas e depositados na Lua. A pesquisa terá como objetivo aqui, “compreender melhor a química do sistema solar”.

A segunda equipe é liderada por Barbara Cohen, pesquisadora que dirige o Laboratório de Pesquisa de Gás Nobre do Meio-Atlântico de Goddard. O objetivo aqui é “deduzir o que aconteceu na Terra primitiva” com base no princípio de que a Terra e a Lua evoluíram juntas, mas que, infelizmente, não é mais possível encontrar rochas que datam de quatro bilhões de anos na Terra.

O objetivo comum das duas equipes também é conhecer o modo de armazenamento ideal para melhor preservação das amostras. Mas os resultados também podem ajudar em futuras explorações a serem realizadas no planeta vermelho.

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