A chave para a nossa longevidade pode estar escondida neste medicamento comum

Usar remédios comuns como “fonte da juventude” e viver muito mais tempo? Bem, isso é o que os pesquisadores japoneses acham que descobriram!

De fato, em um estudo publicado recentemente na revista Biogerontology, cientistas da Osaka City University dizem ter descoberto que um medicamento muito comum para pressão alta pode ajudar a aumentar nossa expectativa de vida.

Uma imagem de células humanas
Créditos Pixabay

Esta é a metolazona que tem sido usada há 50 anos como tratamento anti-hipertensivo. Liderados pelo Dr. Kage-Nakadai, os pesquisadores testaram as propriedades da droga em lombrigas. Eles então descobriram que a metolazona pode ativar o processo de reparo celular…

Como ele “regenera as células”?

Alguns não sabem, mas cada célula é abastecida com energia pelas mitocôndrias, que aliás são consideradas verdadeiras “centrais celulares”. Sim, mas com a idade tornam-se disfuncionais e é isso que causa os sintomas do envelhecimento.

Às vezes, no entanto, um mecanismo regenerativo é ativado quando as mitocôndrias são danificadas: isso é chamado de “resposta de proteína desdobrada mitocondrial (UPRmt)” e o processo envolve a reparação das mitocôndrias disfuncionais.

E se o UPRmt pudesse ser ativado sob demanda tomando um ou mais medicamentos? É com base nessa teoria interessante que o Dr. Kage-Nakadai e seus colegas decidiram trabalhar. Eles testaram quase 3.000 drogas diferentes em lombrigas antes de encontrarem a metolazona.

Em breve uma droga anti-envelhecimento “milagre”?

Durante seus experimentos, os pesquisadores da Universidade de Osaka descobriram que a metolazona estendeu significativamente a vida útil das lombrigas: enquanto elas normalmente vivem apenas três semanas, a droga lhes deu mais 10 dias. !

Desde então, o objetivo dos pesquisadores é conseguir transpor as propriedades surpreendentes da droga para humanos. Desta forma, eles esperam encontrar uma maneira de ativar o mecanismo UPRmt “sob demanda” e assim preservar a vitalidade do organismo pelo maior tempo possível.

No entanto, como explica o Dr. Kage-Nakadai, o objetivo não é parar o envelhecimento, mas sim retardá-lo: “Mesmo que o envelhecimento não seja uma doença, os medicamentos podem retardá-lo e diminuir ou prevenir seus efeitos negativos em nossa saúde”diz o estudo.

De qualquer forma, os cientistas estão determinados a explorar esse caminho promissor: “O que é particularmente empolgante é que testamos medicamentos aprovados já disponíveis aqui e revelamos o potencial de redirecionar os medicamentos existentes para o controle do envelhecimento”. entusiasmou o Dr. Kage-Nakadai.

O progresso clínico deve, portanto, ser monitorado muito de perto.

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